Sul da Ilha

Filas no Sul da Ilha

A caminho do centro…

Filas no Sul da Ilha

Capoeira Angola nas Areias!

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Capoeira Angola nas Areias!
Terças e quintas, das 19:00h às 21:30h
Rodas quinzenalmente aos sábados a partir das 19:00h
Rua dos Hibiscus, n 75
Areias do Campeche
Fone: 9616-8967
facebook: IlhadePalmaresAreias

Caminhada Ecológica do NEI Campeche

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Caminhada Ecológica do NEI Campeche

Dia 19 de outubro, quarta feira, os alunos do NEI Campeche farão uma caminhada ecológica.


A saída será no NEI Campeche às 9h e vai até a Lagoa da Chica.

Mais informações: 3338 4886 – falar com Profa. Melissa

Não queremos essa passarela

Por Rubens Lopes – repórter e fotógrafo da Rádio Comunitária Campeche

A comunidade do Campeche é coisa linda, na sexta-feira (30), num dia com sol de primavera as gentes se levantaram cedo e se bandearam até onde antes era o lugar de encontro de toda a comunidade: o bar do Seo Chico. O motivo, mostrar a indignação pela construção de uma passarela que liga o condomínio “Essence” à praia do Campeche. Uma verdadeira afronta ao modo de vida dos locais.

Quem vai para a praia sabe a delícia de tirar os chinelos e ir caminhando na areia que acaricia os pés. Mas, para os moradores que virão morar no “Essence” isso parece incomodar, pois estão construindo uma passarela, em cima das dunas, para não pisarem na areia. Os moradores do bairro foram até o lugar, que além de tudo está ao lado de onde era o bar do Seo Chico (derrubado esse ano), protestando e mostrando sua indignação pelo desrespeito com o modo como a comunidade decidiu organizar sua vida.

Esteve lá a AMOCAM na representação de seu presidente Ataíde Silva, a Associação dos Pescadores, representada pelo Valtinho, além de representantes do NDPC. Os moradores também foram e levaram faixas e fizeram seu ato de repúdio contra o que os mega empreendimentos querem para a nossa comunidade. Os surfistas, aproveitando o bom tempo para pegar umas ondas, foram até lá e mostraram que também não querem essa passarela no caminho das dunas.

A passarela tem aproximadamente 350 mts e usa eucalipto (planta invasora e destruidora da vegetação nativa) tratado com produtos químicos, que pode ser  prejudicial para a mata nativa, e foi construída em APP (área de preservação permanente) que agora é chamada pelos moradores de “área proibida para pobres”. Pois é isso mesmo que parece. A praia sendo privatizada por uma minoria endinheirada que desconhece a cultura e o modo de vida local.

O “mais pior”, como diria minha avó, é que tudo isso que está acontecendo na nossa comunidade tem o apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Na matéria do mesmo dia feita pela RBS (detentora do oligopólio da comunicação em Santa Catarina) apresentada no Jornal do Meio dia, a qual mostrava o ato da comunidade indignada. O secretário Rauen afirma que serão construídas outras passarelas na região e que isso é bom. Não fosse termos visto uma já sendo terminada, pareceria brincadeira.

Mas, infelizmente, é coisa séria, e só com a luta da comunidade o lugar será preservado. É hora de criar e lutar, todos aqueles que honestamente respeitam o lugar onde vive, por vida boa e bonita pra todos não para alguns.

A todos que são contra a destruição da nossa praia, vamos nos reunir HOJE, sábado, 1º de outubro, às 15h no local da passarela para debatermos sobre o assunto. ESTÃO TODOS CONVIDADOS!

Banda da Lapa

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oficina cartaz atualizada

BANDA DA LAPA COMEMORA 115 ANOS

Fonte: www.bandadalapa.com.br

Há 115 anos a Sociedade Musical e Recreativa Lapa pulsa o Ribeirão

Uma reserva com o melhor da cultura musical. Há 115 anos a música não pára no Ribeirão da Ilha. O som produzido pelo vento nas folhas do Garapuvu, as ondas chegando mais fortes e movimentando a praia, as conversas entre comadres, o sacolejar das lajotas quando passam os carros e o tilintar dos talheres durante a degustação de ostras. Uma polifonia que ajuda a compor o Ribeirão, mas ainda incompleta. Falar de Ribeirão e de sua cultura sonora é remeter ao que já se tornou patrimônio de seus moradores há muito: a Banda da Lapa.

Clarinetes, flautas, saxofones, trombones, bombos e bombardinos embalam a pitoresca comunidade histórica há 115 anos. Em 15 de agosto de 1896 foi fundada a Sociedade Musical e Recreativa Lapa, no dia da festa da padroeira, Nossa Senhora da Lapa. Nas raízes da Banda, marcas importantes da fé e religiosidade, tão características do povo ribeironense. Uma trajetória de muita história e amor à música que atravessa gerações de músicos e apreciadores da arte, desde que um grupo de pessoas passou a largar, vez por outra, seus instrumentos de trabalho, para fazer da música um de seus passa-tempos favoritos. Essa diversão, contraditoriamente, de forma séria passou a sonorizar e alegrar as procissões e festas da padroeira, tornando-se uma parte fundamental dos encontros sociais do Ribeirão da Ilha.

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Banda da Lapa em 1930

Em meio a procissões em areias das praias de Florianópolis e em suas ruas, a Banda foi cada vez mais alegrando e emocionando. A confluência de culturas e experiências fez com que a música produzida em 1896 chegasse aos nossos dias com a mesma sinergia envolvente que agrada até mesmo as novas gerações. No tradicional Zé Pereira e em festas em todo o Estado, a Sociedade Musical e Recreativa Lapa é conhecida por ser a Banda de todos os ritmos: chorinho, marchinha, rock, samba…canções do ritmo do coração de seu público, que vem crescendo a cada dia.

A dedicação de seus músicos voluntários mantém a Banda. Esses se dividem nas atividades administrativas e musicais e também ensinam gratuitamente a arte da música para a comunidade. É assim que a Banda existe há gerações, passando o que se sabe aos futuros músicos, que mais tarde passarão adiante o que aprenderam. Com essa iniciativa secular, em 2009 a sociedade Musical e Recreativa Lapa passou também a ser ponto de cultura, em parceria com o Ministério da Cultura. O ponto de cultura Educação Musical Popular proporciona cursos e oficinas para a comunidade e atualmente conta com aproximadamente 80 alunos.

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Feira de instrumentos realizada para os alunos em maio de 2011

E assim a Banda compõe o Ribeirão e a o Ribeirão compõe a Banda. História que não se resume em palavras, mas uma canção que pode ser tocada por seus músicos:

“Tomei isso como missão na vida, ajudar a banda e ajudar a quem eu puder com a música. (…) E hoje vivo do que gosto, não sou rico mas também…sou feliz.” {Hemerson – trombone e tuba *

“Como a percussão, é o coração da música, o batimento. O Ribeirão também pode ser levado como um corpo. E a Banda está no peito deste corpo.” {João Pedro – percussão *

“É como imaginar o Ribeirão sem a Igreja, como imaginar o Ribeirão sem a lajota, coisas nem características daqui. O Ribeirão sem as casinhas… quem conhece o Ribeirão e conhece a banda, e tem esse carinho por ela, não tem como imaginar.” {Bárbara – clarinete *

“A música me faz bem. A música é uma arte.” {Antônio – clarinete *

“Vamos seguir o exemplo de nossos bisavós, avós e pais, que não mediram esforços para ter sua banda. Somente com a participação de todos é que poderemos continuar trazendo alegria às crianças, aos jovens, aos idosos, enfim, a todos os que apreciam a bela arte da música.” {Alécio – saxofonista **

“E como o tempo não pára…A Banda tem que continuar!” {Daniel Choma – videasta e fotógrafo*

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Banda da Lapa em 2011

* Depoimentos colhidos do documentário Memórias e harmonias da Banda da Lapa, de Daniel Choma e Tati Costa.

** Texto de Alécio Heindenreich, escrito em 1991.

Por Valéria Martins e Wellinton Correa

Confira mais fotos da Sociedade Musical e Recreativa Lapa em http://www.orkut.com.br/Main#AlbumList?uid=14272383966722988314

Atividades da BILICA

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Amigos da BILICA,

Estamos com várias atividades acontecendo na Biblioteca e precisamos de ajuda na divulgação.


Avisem amigos e vizinhos.

Só para lembrar, todas as atividades são gratuitas, porém as pessoas devem se inscrever antes para saber se há vagas.


2as feiras

das 15:30 às 17:30 h. – Projeto Ler Brincando para crianças – não há vagas – encerra final de agosto

das 19:00 às 21:00 h. – Gira Coro (oficina de coral – adultos) – consultar sobre vagas

4as feiras

das 15:30 às 16:30 h. – Reforço escolar de Matemática e Português para crianças do ensino fundamental até 5a série

5as feiras

das 16:30 às 17:30 h. – Oficina de Inglês para iniciantes - para adultos e adolescentes – inicia dia 18/08

das 18:30 às 20:00 h – Conversação em Inglês

6as feiras

das 14:30 às 16:30 h. – Tardes Criativas para crianças – inicia dia 19/08

das 16:30 às 17:30 h. – Yoga para adultos – não há vagas

No terceiro sábado do mês (confirmar pois pode haver trocas)

Contação de histórias para crianças às 16 horas

Funcionamento da biblioteca

Das 9 às 12 horas (exceto 2a feira) e das 15 às 18 horas de segunda a sexta feira.

Av. Campeche 2157 – fone: 32382186 – e-mail: bilicampeche@gmail.com

BRINCA COMUNIDADE NA PRAÇA DAS AREIAS

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Cineclube Dona Chica

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Seo Getúlio e Dona Chica                                Seo Getúlio no Rancho da Canoa

(Foto: divulgação www.pmf.sc.gov.br)                     (Foto: Mara Freire)

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Terminada a safra da tainha, ontem, dia 31 de julho de 2011, aconteceu no Rancho da Canoa do Seo Getúlio a inauguração do “Cineclube Dona Chica”, o mais novo cineclube da cidade de Florianópolis. Numa noite de frio e chuva, ideal para ficar em casa debaixo das cobertas, mais de 50 pessoas optaram por apoiar esta iniciativa e foram até a beira da praia, aquecidos pelo calor humano, motivados pelo cheiro de pipoca e agraciados pela música e pelo filme.

O projeto, que vai funcionar no Rancho da Canoa, no Campeche, é coordenado por Sofia Mafalda (da Cinemateca Catarinense) e é uma iniciativa da Associação de Pescadores Artesanais do Campeche em parceria com a Prefeitura da Capital e Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC).

O cineclube teve sua primeira projeção com a exibição do documentário “De Saint Exupéry a Zeperri”, com direção de Branca Regina Rosa, roteiro de Delmar Gularte e argumento de Mônica Cristina Corrêa – que estava presente na sessão, junto com o roteirista e outros membros da equipe. Além do filme, os alunos do projeto Rancho da Canoa (mais uma empreitada apoiada pelo Seo Getúlio) fizeram uma apresentação muito especial.

“O nome do cineclube é uma homenagem a Francisca Paulina Inácio, dona Chica, esposa do pescador Manoel Rafael Inácio, seo Deca, com quem Antoine de Saint-Exupéry estabeleceu laços de amizade, segundo relatos de moradores locais e depoimentos contidos no documentário. A apresentação do filme – a primeira feita na comunidade – marca o aniversário de morte do piloto da Companhia Aéropostale, desaparecido no Mar Mediterrâneo em 31 de julho de 1944″. (www.pmf.sc.gov.br)

O Cineclube Dona Chica pretende exibir filmes, inicialmente, todo o mês, depois quinzenalmente e, se a comunidade apoiar, semanalmente.

A Rádio Comunitária Campeche apóia e parabeniza todos os envolvidos neste projeto.

Até o próximo filme!

Aliança do Sul pela Natureza fez mobilização no Campeche

por Elaine Tavares – jornalista e programadora da Rádio Campeche

O lindo domingo de quase inverno levou a comunidade do sul da ilha para a rua. Mais de 600 pessoas se manifestaram, brincaram, dançaram e fizeram luta no antigo campo de aviação do Campeche, onde os moradores querem a construção de um Parque Cultural. Na celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, organizada pelo Núcleo Distrital do Campeche, que congrega mais de 20 entidades, vieram os que amam a natureza, os que amam o lugar onde vivem e os que querem uma cidade boa para se morar. Vieram os aliados do Ribeirão da Ilha, do Movimento Saneamento Alternativo, do Núcleo Distrital do Pântano do Sul e até sindicalistas como os do Sintrafesc. A união de tantos movimentos que consolidam a “Aliança do sul pela natureza” mostrou que as pessoas querem mesmo é a possibilidade de viver num lugar que respeita o ambiente, que preserva o que é bom e que busca uma relação harmônica com tudo o que vive. Mostrou também que, se for preciso lutar muito para que isso seja real, as gentes o farão.

No início da tarde, com um sol brilhando ao máximo, as pessoas foram chegando. Vinham com seus filhos, com pandorgas, cachorros, chimarrão, bicicletas, bolas, petecas, material de pintura. Em pouco tempo o espaço do campo de aviação já era pura cor, com a gurizada correndo e jogando futebol. No que durante a semana só se ouve o rumor do vento, ouvia-se o riso cristalino, os gritos de alegria e a animação.

Pelo espaço do campo foram montadas barracas com informações sobre o Plano Diretor, sobre como cuidar do lixo, como se desfazer com responsabilidade do lixo eletrônico, barraca com animais para doação, informes sobre a Rádio Campeche – a rádio da comunidade, sobre o saneamento alternativo, sobre os riscos do emissário. Enfim, os mais diversos movimentos expuseram suas lutas e informaram à comunidade que não parava de chegar.

No meio da tarde, uma grande caminhada pela Pequeno Príncipe anunciou um ato/carnaval/festa/manifesto. Das janelas assomaram as gentes que, aos poucos, decidiam por aderir ao movimento. Um grande tubo preto representava o emissário – mal amado e mal querido – que ninguém quer na praia do Campeche. Famílias inteiras iam somando-se ao grupo que dançava e se manifestava. Uma ala de pessoas vestidas com prédios de papelão anunciava os riscos da verticalização do bairro, coisa que ninguém quer. Outra ala chamava para o cuidado com o lixo, com a limpeza, com o saneamento. A ala da água propagava a necessidade de se cuidar do aqüífero que é herança da natureza para os bichos e as gentes. Depois, no final, vinha o boi de mamão, divulgando a cultura desta gente forte que não se cansa de lutar e resistir para que os bairros do sul da ilha sigam vivendo a sua vocação que é a de serem bairros-jardins, integrados harmonicamente com a exuberante natureza de restinga, dunas e praias. Era gente demais proclamando seu amor pelo ambiente onde constrói sua morada.

Depois da caminhada toda aquela gente se concentrou no Pacuca (Parque Cultural do Campeche), que se coloriu de povo e de bicho. Foram plantadas árvores por todo o lugar, fez-se fila para a pipoca, para o cachorro quente. O Campeche vivia um momento de pura alegria. Mesmo aqueles que não participam muito das atividades políticas, deparados com aquele movimento tão animado, parou e escutou. Reconheceram que só a luta do povo unido pode garantir coisas.

Depois, quando a tarde já findava, o boi de mamão do Campeche fez de todos, crianças, e não houve quem não dançasse e se emocionasse com a beleza desta cultura tradicional que também resiste entre tantas invasões culturais. E, na hora em que o céu avermelhou, num pôr-do-sol de tirar o fôlego, uma bateria de escola de samba deu o tom do que é a luta no Campeche: forte, cadenciada, unida. Foi um dia perfeito!

A festa do dia mundial do meio ambiente não se esgota neste cinco de junho. Ela é permanente no Campeche e no sul da ilha. No próximo domingo, às 10h, em frente ao campo de futebol do Pântano do Sul, a caminho dos Açores, sairá uma caminhada também buscando envolver a comunidade na luta pela criação de um Parque e na defesa da vocação do sul. Lá estarão todos os lutadores outra vez, porque esta é uma luta que não se acaba, pelo menos não enquanto pulularem os vilões destruidores da natureza e das gentes.

O povo unido vence, e isso não é palavra de ordem. É a mais pura realidade!