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	<title> &#187; Plano-Diretor</title>
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		<title>Não queremos essa passarela</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 12:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elaine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Plano-Diretor]]></category>
		<category><![CDATA[Sul da Ilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Rubens Lopes – repórter e fotógrafo da Rádio Comunitária Campeche A comunidade do Campeche é coisa linda, na sexta-feira (30), num dia com sol de primavera as gentes se levantaram cedo e se bandearam até onde antes era o lugar de encontro de toda a comunidade: o bar do Seo Chico. O motivo, mostrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Por Rubens Lopes – repórter e fotógrafo da Rádio Comunitária Campeche</strong></p>
<p>A comunidade do Campeche é coisa linda, na sexta-feira (30), num dia com sol de primavera as gentes se levantaram cedo e se bandearam até onde antes era o lugar de encontro de toda a comunidade: o bar do Seo Chico. O motivo, mostrar a indignação pela construção de uma passarela que liga o condomínio “Essence” à praia do Campeche. Uma verdadeira afronta ao modo de vida dos locais.</p>
<p>Quem vai para a praia sabe a delícia de tirar os chinelos e ir caminhando na areia que acaricia os pés. Mas, para os moradores que virão morar no “Essence” isso parece incomodar, pois estão construindo uma passarela, em cima das dunas, para não pisarem na areia. Os moradores do bairro foram até o lugar, que além de tudo está ao lado de onde era o bar do Seo Chico (derrubado esse ano), protestando e mostrando sua indignação pelo desrespeito com o modo como a comunidade decidiu organizar sua vida.</p>
<p>Esteve lá a AMOCAM na representação de seu presidente Ataíde Silva, a Associação dos Pescadores, representada pelo Valtinho, além de representantes do NDPC. Os moradores também foram e levaram faixas e fizeram seu ato de repúdio contra o que os mega empreendimentos querem para a nossa comunidade. Os surfistas, aproveitando o bom tempo para pegar umas ondas, foram até lá e mostraram que também não querem essa passarela no caminho das dunas.</p>
<p>A passarela tem aproximadamente 350 mts e usa eucalipto (planta invasora e destruidora da vegetação nativa) tratado com produtos químicos, que pode ser  prejudicial para a mata nativa, e foi construída em APP (área de preservação permanente) que agora é chamada pelos moradores de “área proibida para pobres”. Pois é isso mesmo que parece. A praia sendo privatizada por uma minoria endinheirada que desconhece a cultura e o modo de vida local.</p>
<p>O “mais pior”, como diria minha avó, é que tudo isso que está acontecendo na nossa comunidade tem o apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Na matéria do mesmo dia feita pela RBS (detentora do oligopólio da comunicação em Santa Catarina) apresentada no Jornal do Meio dia, a qual mostrava o ato da comunidade indignada. O secretário Rauen afirma que serão construídas outras passarelas na região e que isso é bom. Não fosse termos visto uma já sendo terminada, pareceria brincadeira.</p>
<p>Mas, infelizmente, é coisa séria, e só com a luta da comunidade o lugar será preservado. É hora de criar e lutar, todos aqueles que honestamente respeitam o lugar onde vive, por vida boa e bonita pra todos não para alguns.</p>
<p><strong>A  todos que são contra a destruição da nossa praia, vamos  nos reunir  HOJE, sábado, 1º de outubro, às 15h no local da passarela para  debatermos sobre o  assunto. ESTÃO  TODOS CONVIDADOS!</strong></p>
<p><strong> </strong><br />
<a href='http://www.radiocampeche.com.br/2011/10/nao-queremos-essa-passarela/p1180321/' title='Povo unido contra a passarela'><img width="150" height="150" src="http://www.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2011/10/P1180321-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Povo unido contra a passarela" title="Povo unido contra a passarela" /></a><br />
<a href='http://www.radiocampeche.com.br/2011/10/nao-queremos-essa-passarela/p1180281/' title='P1180281'><img width="150" height="150" src="http://www.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2011/10/P1180281-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="P1180281" title="P1180281" /></a><br />
<a href='http://www.radiocampeche.com.br/2011/10/nao-queremos-essa-passarela/p1180310/' title='P1180310'><img width="150" height="150" src="http://www.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2011/10/P1180310-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="P1180310" title="P1180310" /></a></p>
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		<title>Campeche se mantém unido e mobilizado pelo Plano Diretor</title>
		<link>http://www.radiocampeche.com.br/2011/05/campeche-se-mantem-unido-e-mobilizado-pelo-plano-diretor/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 13:52:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aline</dc:creator>
				<category><![CDATA[Plano-Diretor]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Elaine Tavares  - jornalista Sábado, oito e meia da manhã. De todos os cantos da comunidade começaram a chegar as gentes. Mais uma vez, o povo ligado a cerca de 20 entidades de organização e de luta do bairro se reunia para rememorar a construção do Plano Diretor Participativo, proposta de organização e planejamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Elaine Tavares  - jornalista</p>
<p>Sábado, oito e meia da manhã. De todos os cantos da comunidade começaram  a chegar as gentes. Mais uma vez, o povo ligado a cerca de 20 entidades  de organização e de luta do bairro se reunia para rememorar a  construção do Plano Diretor Participativo, proposta de organização e  planejamento que durante mais de quatro anos foi consolidada pela  comunidade do Campeche. Diante das notícias de que a prefeitura deverá  encaminhara à Câmara de Vereadores, no próximo mês, o plano elaborado  pelo Instituto Cepa, os movimentos locais entenderam que seria bom  fortalecer as propostas já construídas pelos moradores. No encontro,  foram apresentados o histórico da luta e as resoluções no campo do  zoneamento ambiental, zoneamento urbano, sistema viário e mobilidade, e  cultura.</p>
<p>A batalha por um plano diretor com cara do povo daqui não é de hoje, vem  desde o início dos anos 80 do século passado. Naqueles dias, quando a  cidade de Florianópolis começou seu processo de inchaço, as lideranças  locais, antenadas com a realidade do município principiaram um movimento  que buscava delimitar regras para o bem-viver no bairro. Esse desejo se  concretizou na organização dos surfistas locais que, dispostos a  preservar as ondas, acabaram por criar um movimento de cuidado com o  bairro que nunca mais parou. Nos anos 90, os surfistas, as associações  de moradores e outros tantos movimentos que passaram a se organizar no  bairro deram início a um processo de elaboração de Plano Diretor  Comunitário e Participativo. Esse trabalho culminou em 1997 quando, no  Primeiro Seminário Comunitário de Planejamento foi apresentado o Dossiê  Campeche, com todas as demandas levantadas pelos movimentos locais. A  prefeitura, como sempre surda aos interesses das pessoas, não levou em  consideração as demandas da comunidade e, em 1999, entrega à Câmara de  Vereadores um projeto próprio. O Campeche não desanimou, constituiu o  seu Plano Diretor e no ano 2000 apresentou sua proposta aos vereadores.  Seria, então, o primeiro bairro da cidade a ter o seu próprio plano,  fruto de organização interna.</p>
<p>Mas, apesar da luta e da mobilização, os vereadores também ignoraram as  propostas do Campeche, só que por ali ninguém desanimou. Com idas e  vindas, os movimentos locais se reuniam e discutiam, melhorando e  atualizando o dossiê construído em 1997. Também seguiam criticando e  lutando contra o plano da prefeitura, feito sem participação popular. No  ano de 2006 foi criado o Conselho Popular da Planície do Campeche, mais  um instrumento de luta que iria unir os movimentos numa só bandeira: a  retirada do plano da prefeitura da Câmara de Vereadores. A batalha foi  larga, mas a vitória veio.<br />
<span id="more-1681"></span><br />
No ano de 2007, o Campeche realizou o Segundo Seminário Comunitário de  Planejamento e convidou o Instituto de Planejamento Urbano de  Florianópolis (IPUF) para voltar ao debate sobre a participação popular  na construção do projeto para a cidade. E foi esta luta iniciada no  bairro, depois espraiada para outras comunidades, que garantiu o início  do processo do Plano Diretor Participativo. “Na hora de organizar como  seria esse trabalho, nós lutamos e garantimos que houvesse a  representação dos Núcleos Distritais e que fossem realizadas audiências  públicas. Foram realizadas 13 destas audiências e era a primeira vez que  a população da cidade discutia de verdade sobre o plano diretor”, conta  Janice Tirelli, representante do Campeche no Núcleo Gestor Municipal.</p>
<p>No que diz respeito ao Campeche, a comunidade logo começou a se  organizar realizando Oficinas Temáticas para discutir em profundidade  temas como mobilidade, zoneamento ambiental, zoneamento urbano, cultura  etc&#8230; Durante todo o ano de 2007 muitas foram as reuniões, debatendo,  inclusive, a possibilidade de tomada do antigo Campo de Aviação, para a  construção de um parque, coisa que nunca houve no bairro. Mas, o ano de  2008 chegou e com ele o processo eleitoral que acabou imobilizando o  processo do plano diretor participativo. Ainda assim, o núcleo do  Campeche realizou oficinas e seminários visando incorporar cada vez mais  os desejos da comunidade.</p>
<p>Em 2009 a prefeitura voltou a mexer com o tema, mas também já iniciando  os contatos com o Instituto Cepa, o que deixou todo mundo com a pulga  atrás da orelha. Se as comunidades estavam fazendo o trabalho, que  necessidade havia de contratar um instituto para desenhar o plano? Com  um olho pregado nas artimanhas da prefeitura o Núcleo Distrital do  Campeche seguiu seu trabalho. Dividiu o bairro em norte e sul, realizou  reuniões setoriais e conseguiu desenhar todos os mapas, trabalho de  difícil confecção. Por outro lado, a participação sempre foi  significativa, o que permitiu o desenho dos mapas dentro das demandas  comunitárias já há mais de 20 anos discutidas.</p>
<p>Com a decisão da prefeitura de suspender todo o processo em 2010, o  núcleo do Campeche decidiu registrar em cartório todo o trabalho  realizado, relatórios e mapas. Assim, ninguém haveria de poder dizer que  a comunidade não tinha finalizado o trabalho e definido de forma bem  clara o que quer para sua vida.</p>
<p>A vocação do bairro</p>
<p>Desde o ano de 1980 até os dias atuais muita coisa já mudou. A  especulação imobiliária estendeu seus braços para a região sul e tem  descaracterizado bastante a comunidade, apesar da sistemática luta.  Prédios, florestas devastadas, rios poluídos, praia degradada, dunas  destruídas, restinga invadida, ruas engarrafadas. É coisa demais. Agora,  nas discussões do Plano Diretor, os moradores sabem que algumas coisas  não podem mais ser recuperadas, mas também reconhecem que ainda há muito  para preservar.</p>
<p>No debate deste sábado, a vocação da comunidade, discutida e decidida  nas dezenas de reuniões ao longo dos anos, foi reafirmada com todas as  letras: o Campeche quer continuar sendo um bairro residencial de caráter  urbano-rural, garantindo a continuidade das pequenas chácaras, com o  desenvolvimento de um turismo comunitário e não predador, como o já  registrado em lugares no norte da ilha. “Nós definimos nossa comunidade  como um bairro-jardim, com ênfase na cultura da pesca, da pequena  agricultura, com a preservação da água do nosso lençol freático, da  nossa história que é rica demais, da nossa cultura. É isso que queremos  preservar, os nativos e os que escolheram esse lugar para morar”, diz  Janice.</p>
<p>Também foi sublinhada a necessidade da preservação dos espaços públicos  que são cultura também, como a Lagoa da Chica, o Morro do Lampião, a  lagoa Pequena, a orla marítima com suas dunas. A vocação do Campeche  está voltada para as pessoas e não para agentes especulativos, e disso  ninguém abre mão!</p>
<p>A geografia não é detalhe</p>
<p>E é por conta da ênfase na preservação do que ainda não foi destruído  que o Plano Diretor pensado para o Campeche insiste em definir muito bem  a geografia do lugar, para que os moradores entendam onde estão e o que  precisam defender. O Campeche é forma por um maciço, no qual está o  Morro do Lampião e uma Planície Sedimentar. Impedir a destruição e o  desmatamento no Morro do Lampião é papel de quem vive na planície,  porque é esta vegetação do morro que evita erosão e protege as  nascentes, retendo a água da chuva e garantindo a biodiversidade. “Se o  morro começa a ser ocupado, as chances de problemas na planície são  grandes”, afirma Luis Gabriel, estudante de Engenharia Ambiental.</p>
<p>Na área da planície o papel da restinga e das dunas é de fundamental  importância para a vida das famílias. Se começam a construir prédios na  região da restinga, as dunas ficam sem o seu mecanismo de fixação e  começam a se mover, podendo invadir casas e espaços já construídos. Por  outro lado, se as dunas se movem, o mar também avança terra adentro,  causando ressacas cada vez maiores, como já se registraram no verão de  2011. Ocorre que as dunas formam uma parede natural entre o mar e o  ambiente terrestre, conformando um espaço bastante frágil, que não deve  ser mexido, sob pena de grandes alterações ambientais. Esta é uma  constatação científica e não dar ouvidos aos mecanismos da natureza é  arriscar a vida da comunidade.</p>
<p>O solo da região da planície também é bastante peculiar. Arenoso,  poroso, tem uma drenagem natural bastante boa, daí a necessidade de não  impermeabilizá-lo com asfalto, por exemplo. Se as ruas forem calçadas  com lajota, a permeabilidade se mantém e a drenagem impede alagamentos e  enxurradas. Não atentar para isso é promover desgraça mais hoje, mais  amanhã.</p>
<p>Igualmente, por sua porosidade, o solo armazena muita água, configurando  um rico aqüífero de mais de 105 bilhões de litros de água pura que  precisa ser preservado. Daí a luta contra o rebaixamento do lençol  freático que pode levar a salinização da água. Todas estas questões  devem ser levadas em conta quando se autoriza uma construção. Por isso,  no plano do Campeche se mantém a proposta de casas e prédios de até três  andares, para que seja respeitada a fragilidade dos ambientes.</p>
<p>A especulação avança</p>
<p>No que diz respeito à ocupação do solo, a comunidade tem respondido com  luta ao processo de especulação imobiliária, como bem mostrou o relato  de Fernando Cardenal. E isso acontece porque o plano diretor pensado  durante todos esses anos não aceita a idéia de verticalização. No  trabalho já desenhado pela comunidade estão previstas áreas verdes, a  proteção da orla marítima, a criação de ciclovias e bulevares em vez de  grandes avenidas, o desenho delimitado das áreas residenciais e  comerciais, com proteção da restinga e das dunas.</p>
<p>Nos últimos meses tem sido igualmente intensa a mobilização contra a  burlagem das leis por parte das empresas de grandes condomínios que  realizam rebaixamento de lençol freático para construção de garagens  subterrâneas. Muitas vitórias foram garantidas justamente pelo cuidado e  pela vigilância sempre atenta dos moradores, com especial destaque ao  presidente da Associação dos Moradores do Campeche (AMOCAM), Ataíde  Silva, que tem atuado sistematicamente na observação das novas obras e  na fiscalização do serviço de saneamento constituído pela Casan. Essa  obra, ainda incompleta, recebe, por parte de moradores irresponsáveis,  ligações clandestinas de esgoto, que precisam ser descobertas e  lacradas. Todo o grupo de trabalho do Plano Diretor participa deste  processo de cuidado com a comunidade.</p>
<p>Sistema Viário</p>
<p>Falar em mobilidade na cidade de Florianópolis é fazer aflorar o  estresse. Pensada unicamente para os carros, a capital vive  cotidianamente engarrafamentos monstros sem que haja qualquer  preocupação por parte do governo municipal com o transporte de massa.  Obras de alargamento de vias só fazem aumentar o fluxo e a construção do  elevado do Trevo da Seta tornou a vida dos moradores do sul da ilha  ainda mais caótica, uma vez que a paralisação do trânsito deixou de ser  pontual para tornar-se coisa de tempo integral. Chegar ou sair do bairro  agora é coisa de horas.</p>
<p>Na proposta de plano diretor da comunidade há toda uma outra lógica de  mobilidade no sistema viário pensado. A malha viária planejada tem de  ser coerente com o numero de pessoas, dão ser impossível pensar em  mobilidade se houver o adensamento populacional que a prefeitura deseja  para o sul. “O mundo não pode vir para Florianópolis. Isso aqui tem uma  capacidade de água, de saneamento e de mobilidade”, diz Ataíde Silva. No  plano, o transporte de massa é prioritário, via metrô de superfície,  que inclusive pode ajudar a proteger o mangue, impedindo a ocupação,  proteção dos caminhos históricos e nativos, respeitando a cultura local,  integrar de verdade o transporte urbano e impedir a construção de  avenidas na beira mar. “Nossa prioridade é a proteção da restinga e das  dunas, que equilibram a vida e protegem a comunidade”.</p>
<p>A cultura está viva</p>
<p>Telma Piacentini trouxe um pouco da história cultural do Campeche num  vídeo que deixou todo mundo bastante emocionado. Desde os primeiros  moradores, a presença de Saint Exupéry, o trabalho dos pescadores, do  povo dos engenhos, do boi-de-mamão, a Feira do Cacareco, o Balaio,  festas comunitárias, coisas que unem as gentes em memórias remotas e em  processo atuais de preservação da história e da vida em comunidade. O  trabalho dos pintores, que retratam a vida exuberante do lugar, a música  local, a religião, tudo o que acaba servindo de ponte subjetiva para a  constituição desta coisa única que é a idéia de comunidade, gente  batalhando pelo bem-viver de todos.</p>
<p>No plano do Campeche está prevista a preservação do casarão que serviu  de base ao campo de aviação, cheio de memórias da vida local, a  construção de parques culturais e científicos, recuperação dos folguedos  antigos, das tradições, coisas que forma o patrimônio imaterial e que  seguem vivas na cabeça de cada um. Para cada ponto há todo um  planejamento. Não são meros princípios, são coisas concretas e muito bem  definidas.</p>
<p>O futuro</p>
<p>E assim passou-se a manhã de sábado, com uma excelente participação  comunitária. Gente de outros lugares como o Pântano do Sul, Ribeirão da  Ilha, pessoas que se preocupam em preservar o que a região de tem de  mais importante que é a sua natureza, o home e a mulher aí incluídos.  “Porque não dá para separar”, como bem diz Gert Shinke, do Movimento  Saneamento Alternativo (MOSAL).</p>
<p>Feito todo esse trabalho e recuperação das propostas do Plano Diretor  agora a proposta é disputá-lo junto à prefeitura. A comunidade apontou a  necessidade de realizar uma maior divulgação junto aos novos moradores  que estão chegando agora e desconhecem o processo, buscar um  envolvimento destas pessoas com o cuidado com o bairro e apostar na  relação com as crianças, para que possam engajar-se desde agora na luta  por uma comunidade que pratique o bem-viver.</p>
<p>Dentre as proposta de caráter mais político, salientou-se a necessidade  de discutir e desmistificar a idéia de progresso que vem embutida nas  propostas das grandes empresas de construção que estão invadindo o  bairro. Progresso não significa destruição, tem de ser possibilidade de  vida boa e bonita para todos e não só para alguns. “O sul ainda é uma  grande mancha verde no mapa da cidade. Temos de manter isso fazendo uma  Aliança do Sul Pela natureza. Isso nos unifica”, diz Gert.</p>
<p>E assim, entre poesias, declarações de amor e propostas de luta o  Campeche afinou o discursos e afiou as armas para enfrentar mais um  grande e feroz batalha contra o plano autoritário e predador que está  sendo proposto pela prefeitura.</p>
<p>Nestes lados do sul se levantam os brados, coletivos e comunitários, preparados para o combate.</p>
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		<title>Seminário sobre o Plano diretor Participativo do Campeche</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 14:09:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aline</dc:creator>
				<category><![CDATA[Plano-Diretor]]></category>

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		<description><![CDATA[ESCUTE A VINHETA!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ESCUTE A VINHETA! </p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZwS4_aTEVJA" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/ZwS4_aTEVJA"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2011/05/SEMINARIO.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1659" title="SEMINARIO" src="http://www.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2011/05/SEMINARIO.jpg" alt="SEMINARIO" width="425" height="600" /></a></p>
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		<title>FOLIANÓPOLIS (Alvarêz Dewïzqe)</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 12:13:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aline</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Grande &#8220;Alvarêz 98.3&#8243;! Nosso amigo de longa data, que concebeu o programa &#8220;Histórias da Música&#8221;, na Rádio Campeche e o apresentou durante um tempo. O programa  &#8221;Histórias da Música&#8221;, depois que o Alvarêz se mudou, passou a ser apresentado por diversos programadores. Hoje, o &#8220;Histórias da Música&#8221; não está mais no ar, mas o Alvarêz, sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: arial, sans-serif; line-height: normal; border-collapse: collapse;">Grande &#8220;Alvarêz 98.3&#8243;!</span></p>
<div>Nosso amigo de longa data, que concebeu o programa &#8220;Histórias da Música&#8221;, na Rádio Campeche e o apresentou durante um tempo. O programa  &#8221;Histórias da Música&#8221;, depois que o Alvarêz se mudou, passou a ser apresentado por diversos programadores. Hoje, o &#8220;Histórias da Música&#8221; não está mais no ar, mas o Alvarêz, sempre conectado, nos mandou essa música que ele fez inspirado nas lutas da comunidade.</div>
<p><a href="http://www.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Alvarez1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1466" title="Alvarez" src="http://www.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Alvarez1.jpg" alt="Alvarez" width="198" height="249" /></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Escute aqui: </strong><a title="PLAY" href="http://www.myspace.com/542556495/music/songs/Folian-polis-76091706" target="_blank"><strong>http://www.myspace.com/542556495/music/songs/Folian-polis-76091706<br />
</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Você que é do norte</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Venha logo para Floripa</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Tem um shopping center sobre o mangue</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">De portas abertas para você</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">
<p style="margin-bottom: 0in;">Você que é do nordeste</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Venha logo para Floripa</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Tem uma rodovia sobre as dunas</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Pra você cruzar a 100 por hora</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">
<p style="margin-bottom: 0in;">Você do centro-oeste</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Venha logo para Floripa</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Rasgaram um loteamento no verde vale</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Mas venha logo, restam poucas unidades</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Venham, venham, vejam todos</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Os responsáveis irresponsáveis</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Querem jogar cocô no mar</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Molham a mão pra não ter licitação</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">E fazem isso na maior cara de pau</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Tudo na maior cara de pau</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">
<p style="margin-bottom: 0in;">Você que é do sudeste</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Venha logo para Floripa</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Venha conhecer as avenidas</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Que ligam nada a lugar nenhum</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">
<p style="margin-bottom: 0in;">Você que é do sul</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Venha logo para Floripa</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Venha de férias, não venha pra ficar</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Porque esse barco logo logo vai afundar</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Venham, venham, vejam todos</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Os responsáveis irresponsáveis</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Querem jogar cocô no mar</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Molham a mão pra não ter licitação</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">E fazem isso na maior cara de pau</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Nessa grande Folianópolis</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Venham, venham, vejam todos</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Também é assim em São José</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Assim também lá em Palhoça</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">É tudo igual em Biguaçu</p>
<p style="margin-left: 0.39in; margin-bottom: 0in;">Nessa grande Folianópolis</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">
<p style="margin-bottom: 0in;">\</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">\</p>
<p style="margin-bottom: 0in;">
<p style="margin-bottom: 0in;">
<p style="margin-bottom: 0in;">Gostou? Escute outras: <a href="http://www.myspace.com/alvarezdewizqe/" target="_blank">http://www.myspace.com/alvarezdewizqe/</a></p>
<p style="margin-bottom: 0in;">Leia outras: <a href="http://alvarezdewizqe.blogspot.com/" target="_blank">http://alvarezdewizqe.blogspot.com</a></p>
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		<title>o que queremos para o campeche</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 20:23:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aline</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Plano-Diretor]]></category>

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		<description><![CDATA[Na polemica do show do Ben Harper que será no dia 5 no pequeno Point do Riozinho na praia do Campeche, o Vice prefeito esteve na reuniao comunitária e nos informou que vai ter outro show igual a este no Norte da Ilha, por causa da polemica e das pessoas que ficaram sem poder ir. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Na polemica do show do Ben Harper que será no dia 5 no pequeno Point do Riozinho na praia do Campeche, o Vice prefeito esteve na reuniao comunitária e nos informou que vai ter outro show igual a este no Norte da Ilha, por causa da polemica e das pessoas que ficaram sem poder ir.</em></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HjI3EYU73T0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/HjI3EYU73T0"></embed></object></p>
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		<title>Sul da ilha se manifesta na Câmara de Vereadores</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 12:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aline</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Plano-Diretor]]></category>
		<category><![CDATA[Sul da Ilha]]></category>

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		<description><![CDATA[(por Elaine Tavares) Primeiro dia de trabalho na Câmara de Vereadores da cidade de Florianópolis e os representantes de diversas entidades do sul da ilha de Santa Catarina (Florianópolis) fizeram ouvir sua palavra. Munidos de faixas e cartazes eles ocuparam a galeria e entregaram um documento a cada um dos vereadores. Neste documento estão colocados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">(por Elaine Tavares)</p>
<p>Primeiro dia de trabalho na Câmara de Vereadores da cidade de Florianópolis e os representantes de diversas entidades do sul da ilha de Santa Catarina (Florianópolis) fizeram ouvir sua palavra. Munidos de faixas e cartazes eles ocuparam a galeria e entregaram um documento a cada um dos vereadores. Neste documento estão colocados todos os problemas que o sul enfrenta com o crescimento desmedido, construções irregulares, desperdício de água potável, mega empreendimentos e eventos grandiosos que não encontram estrutura, uma vez que o bairro é eminentemente residencial.<br />
O ponto que detonou mais uma jornada de luta no sul foi a realização de um mega show patrocinado, promovido e organizado pela empresa Skol, sem qualquer contato com a comunidade do Campeche ou com a prefeitura municipal. Mas, a despeito disso, todo o sul da ilha vem lutando desde há mais de quatro anos quando iniciou mais um processo de construção do Plano Diretor, chamado de participativo, que terminou abruptamente porque a prefeitura decidiu contratar uma empresa de fora de Florianópolis para esboçar um plano para a cidade.</p>
<p>No documento entregue para os vereadores, as entidades do sul da ilha exigem que a Câmara estabeleça uma moratória na liberação de licenças para construções na cidade até que seja definido de uma vez por todas o Plano Diretor. É também uma maneira de retomar a luta por este plano que foi cuidadosamente construído por toda a cidade e que acabou preterido pelo governo de Dário Berger.</p>
<p>O show do Ben Harper é, na visão das lideranças comunitárias, apenas mais um braço da ocupação irregular e desordenada que está sendo promovida no sul por mega empreendedores que, pela força do dinheiro, conseguem quebrar leis e definir alteração de zoneamento. As comunidades que constituem todo o sul da ilha estão na defesa do seu modo de vida que é a vida simples e com qualidade. Ninguém por ali quer se transformar num balneário aos moldes de Canasvieiras ou outros espaços do norte da ilha que hoje sofrem com empreendimentos mal planejados e invasivos.  A idéia da realização de eventos grandiosos é uma tentativa de apresentar para a comunidade uma realidade de turismo que aparentemente pode gerar um lucro aqui e ali, mas que no futuro mostrará sua verdadeira cara destrutiva e predadora.</p>
<p>As entidades que foram se manifestar na Câmara de Vereadores, que vão desde o Mosal, movimento do sul da ilha que defende um saneamento descentralizado, até associações de moradores, dos pescadores, surfistas, rádio comunitária, biblioteca livre e outras, além de muitos moradores decididos a lutar pela manutenção da comunidade como um lugar para morar e viver. Todos os manifestantes acreditam que com a moratória, a Câmara de Vereadores abrirá espaço para a discussão do Plano Diretor e aí será hora de outra luta, a que definirá o projeto de organização da cidade. Para quem está na luta desde há anos, como é o caso da comunidade do Campeche – que inclusive foi a primeira a desenhar um plano diretor há mais de 20 anos &#8211;  é hora de cada morador de Florianópolis se  mobilizar e lutar para que o Plano Diretor seja aquele que foi discutido de forma coletiva pelas comunidades e não um , imposto e alienígena.</p>
<p>A luta dos moradores do sul deve continuar. Nesta semana eles voltam a Câmara de Vereadores para cobrar dos vereadores uma resposta ao documento e esperam ainda que a prefeitura não permita a realização do mega show previsto para sábado. “Não há estrutura viária, não há segurança, nem para a comunidade nem para quem vem assistir ao show. Nós vamos cobrar responsabilidades” diz Ataíde Silva, presidente da Associação de Moradores do Campeche. “Cuidar da cidade é também discutir ética. A população tem de estar ciente disso. Quem vem de fora se diverte, mas a comunidade sofre ” , diz Gert Shinke, do Mosal.</p>
<h1 style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 16px; margin-top: 12px; margin-right: 5px; margin-bottom: 5px; margin-left: 10px; color: #000000; background: inherit; border-right: inherit; padding: 0px;"><span id=":1kn" style="padding-right: 10px;">nova reunião: quinta feira, no catalina, às 19:30h</span></h1>
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		<title>Protesto do sul da ilha</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 12:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aline</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Plano-Diretor]]></category>
		<category><![CDATA[Sul da Ilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Moradores e entidades populares do Campeche e do sul da ilha realizam hoje, às 19h, ato de protesto na Câmara de Vereadores. Entregam documento aos vereadores exigindo a moratória na liberação de licenças para construções enquanto não houver um Plano Diretor deliberado pela cidade organizada. Também querem uma posição da instituição quanto ao mega-show programado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Moradores e entidades populares do Campeche e do sul da ilha realizam hoje, às 19h, ato de protesto na Câmara de Vereadores. Entregam documento aos vereadores exigindo a moratória na liberação de licenças para construções enquanto não houver um Plano Diretor deliberado pela cidade organizada. Também querem uma posição da instituição quanto ao mega-show programado para a praia do Campeche, no ponto onde deságuam os rios Noca e Rafael.</p>
<p>Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde Silva, até ontem (dia 31 de janeiro) não havia alvará de licença de vários órgãos ambientais e municipais. Tampouco há qualquer organização da segurança e de saneamento. O mega show pretende trazer para a comunidade – que é eminentemente residencial – milhares de pessoas. Os moradores entendem que não há estrutura para suportar um evento desta grandeza e temem, tanto pelos que devem participar do evento, quanto pela própria comunidade.</p>
<p>Em reunião realizada ontem à noite, as entidades decidiram encaminhar um documento aos vereadores que iniciam hoje seu trabalho e pretendem sensibilizá-los para os mais variados problemas que a comunidade enfrenta atualmente. Entre eles estão a invasão das dunas, as construções irregulares, a destruição da área de preservação permanente e do lençol freático.</p>
<p>Os manifestantes também deverão encontrar-se com o Secretário de Turismo, Márcio de Souza. A mobilização de moradores e entidades populares se concentra nas escadarias da Catedral a partir das 18h.</p>
<p>Contato: Elaine -  99078877</p>
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		<title>E agora, Campeche?</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 16:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sig</dc:creator>
				<category><![CDATA[Plano-Diretor]]></category>
		<category><![CDATA[Sul da Ilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Ataque concatenado de emprendimentos e eventos assola o Campeche por Raquel Macruz Depois de destruído e “imundeado” pelo crescimento desregrado e especulação imobiliária, o norte da ilha passa a fazer parte da lista das paisagens usadas e prontas a serem descartadas. Turistas mostram-se descontentes com a paisagem degradada e os abutres da especulação rapidamente buscam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ataque concatenado de emprendimentos e eventos assola o Campeche</strong><br />
por Raquel Macruz</p>
<p>Depois de destruído e “imundeado” pelo crescimento desregrado e especulação imobiliária, o norte da ilha passa a fazer parte da lista das paisagens usadas e prontas a serem descartadas. Turistas mostram-se descontentes com a paisagem degradada e os abutres da especulação rapidamente buscam novos territórios para dar continuidade a seus ganhos, em substituição às terras usurpadas por sua ação predatória.<br />
Os grandes investidores de rapina lançam seus olhos, agora para o sul da ilha, desejosos de infestar a terra com seus empreendimentos e eventos de grande porte.<span id="more-1378"></span></p>
<p>Herança maldita da colonização exploratória, que usa, abusa, solapa e descarta, tão presente na cultura política e econômica brasileira, repete-se aqui em Florianópolis de forma requintada. Ao mesmo tempo, que o plano de saneamento foi desenhado de forma a contemplar os interesses dos empresários do lixo e empreiteiras, desconsiderando as decisões comunitárias, assim como a urgência em se resolver de fato, a questão do saneamento em Florianópolis, o plano diretor é empurrado com a barriga pela PMF, deixando a cidade livre para o concatenado ataque de empreendimentos imobiliários e eventos de grande porte que, sem levar em conta o impacto irreversível que causam, solapam a ilha de forma arrebatadora.</p>
<p>Em impressionante tempo recorde, o sul da ilha sofre a ação predatória do tal &#8220;desenvolvimento&#8221;, que atrai um número elevado de sonhadores desejosos de usufruir das belezas naturais locais, mas que, em seu estado de hipnose consumista, entram para a engrenagem especulativa de uma paisagem que se degrada pela ocupação individualista e exploratória da terra, onde ganham somente as construtoras e os políticos vendidos.</p>
<p>Qualidade de vida de longo prazo não existe em terras pisoteadas, que viram pólo de violência e degradação. Mas a história se repete da forma mais triste.</p>
<p>No Campeche brotam condomínios e pardieiros de boa aparência em áreas de preservação, construtoras drenam o lençol freático, deixando preciosa água jorrar 24 horas por dia, dias a fio, para viabilizar a construção de seu empreendimento. E para completar, um grande evento está programado para acontecer no início do mês de fevereiro.<br />
Por que agora se ouve falar do Riozinho como o “point” do momento na televisão? E Florianópolis aparece em novela como tendo muita terra a ser ocupada? Os telespectadores locais sentem-se envaidecidos&#8230; Poxa!&#8230; Minha terra na TV!!!</p>
<p>É o investimento em marketing das construtoras e empresariado que atuam no mercado imobiliário e de eventos, agindo de forma muito bem planejada e concatenada, já a um bom tempo, com a elite política local.<br />
Depois de tudo vendido e construído, contudo quem veio de fora vai embora xingando e falando mal, e a população local ( as pessoas que de fato tem ou criaram vínculo com a terra) fica com a conta a ser paga.</p>
<p>É o caso do mega show internacional programado para fevereiro.<br />
Em São Paulo, o Maeda, que tem espaço de uma grande fazenda para abrigar mega eventos, com equipe fixa, banheiros muito bem planejados, tratamento de esgoto ecológico, com exigente controle do uso dos recursos locais, declarou que não deu conta. O pós mega show deixou um rastro de destruição que deu grande trabalho para recuperação.</p>
<p>Imagine, então, um mega show na praia do Campeche? Sem infraestrutura nenhuma, sem controle algum de uso de espaço- além de ser um bairro residencial e a praia, área de preservação. Ganham os empresários, a “prefeitura” que “aluga” a praia, os músicos, os publicitários e a empresa de bebidas&#8230; O transtorno do trânsito, já caótico, a invasão de carros em ruas sem capacidade de absorver o tsunami de quatro rodas, o “day after” ou os “days after” ficam para a população local. A sujeira na areia, as marcas dos baladeiros, as dunas e restingas invadidas e danificadas ficam de lembrança. Além do caminho sem volta que se abre&#8230;</p>
<p>É um momento delicado&#8230; Muitas pessoas que se dizem preocupadas com a preservação de nossa ilha, de nossas praias, da vida e ecologia são expostas agora a uma grande prova&#8230; Enfrentam agora a tentação. Olhos brilhantes, falam do tal evento com paixão&#8230; o B&#8230;H&#8230; vem aqui!</p>
<p>É difícil vencer a tentação, não? Não se conseguir dizer um não a um prazer&#8230; A lição também pode ser a mais dura&#8230; Depois&#8230; foi.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cordel do Plano Diretor</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 22:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tomas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Plano-Diretor]]></category>

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		<description><![CDATA[Este panfelto de Cordel foi deixado na rádio Campeche logo após a caminhada ocorrida no dia 7 de junho, que teve como objetivo lutar contra o plano diretor autoritário da prefeitura, o projeto de saneamento autoritário da Casan e seu emissáriosubmarino-monstro e também para pressionar pelo Parque Cultural do Campeche, o PACUCA. Vale a pena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este panfelto de Cordel foi deixado na rádio Campeche logo após a caminhada ocorrida no dia 7 de junho, que teve como objetivo lutar contra o plano diretor autoritário da prefeitura, o projeto de saneamento autoritário da Casan e seu emissáriosubmarino-monstro e também para pressionar pelo Parque Cultural do Campeche, o PACUCA. Vale a pena socializar, pois é uma maneira diferente de trazer a crítica à atual política que assola o Campeche.</p>
<p>Antes do t<span style="color: #000000;"><span style="font-family: Georgia,&quot;Times New Roman&quot;,&quot;Bitstream Charter&quot;,Times,serif;">exto, vale lembrar o calendário de reuniões do núcleo gestor do Plano Diretor aqui no Campeche: </span></span></p>
<p><strong><small>MÊS JULHO/2010             = 12 &#8211; 26<br />
MÊS AGÔSTO/2010         = 09 &#8211; 23<br />
MÊS SETEMBRO/2010    = 08/QUA. &#8211; 20<br />
MÊS OUTUBRO/2010      = 04 -18<br />
MÊS NOVEMBRO/2010  = 08 &#8211; 22<br />
MÊS DEZEMBRO/2010   = 13<span id="more-725"></span></small></strong></p>
<p>A autora do cordel é a Maria de Souza Lima:</p>
<p>Plano Diretor</p>
<p>Um panfleto acordelado</p>
<p>Pra você ficar por dentro</p>
<p>Deixe a novela de lado</p>
<p>Segunda eu te apresento</p>
<p>Na Brigadeiro instalado</p>
<p>Está nosso movimento</p>
<p>É o Plano Diretor</p>
<p>Que a gente discute lá</p>
<p>Passe lá, dê um alô</p>
<p>Ensine o homem a andar</p>
<p>Linha que o povo traçar</p>
<p>Dário não pode mudar</p>
<p>Estou aqui de passagem</p>
<p>Mas não sou indiferente</p>
<p>Aqui, em qualquer viagem</p>
<p>Não quero o Brasil doente</p>
<p>Turismo não tem vantagem</p>
<p>Se agride o ambiente</p>
<p>Toda cidade decente</p>
<p>Tem seu Plano Diretor</p>
<p>Que respeita o ambiente</p>
<p>E o que a gente opinou</p>
<p>O prefeito inteligente</p>
<p>Será um simples gestor</p>
<p>Sai daqui, mega-empresário</p>
<p>Que tu tens o olho vesgo</p>
<p>Não preciso de falsário</p>
<p>E nem quero sub-emprego</p>
<p>Vamos defender o salário</p>
<p>E também nosso sossego</p>
<p>Temos nossos assessores</p>
<p>Nós podemos governar</p>
<p>Já temos nossas dores</p>
<p>Não venham atrapalhar</p>
<p>Nós somos trabalhadores</p>
<p>Aqui é nosso lugar</p>
<p>A Lagoa do peri</p>
<p>Pra 140 mil</p>
<p>Cidade vai explodir</p>
<p>Sem água no meu cantil</p>
<p>E muita gente vai vir</p>
<p>É mais pólvora no barril</p>
<p>Esgoto dentro do mar</p>
<p>Quem já fez, viu que não presta</p>
<p>Prometem que vão tratar</p>
<p>Você acredita nesta?</p>
<p>Mais mentiras vão falar</p>
<p>Eu não vou nessa conversa</p>
<p>E aqui nesta cidade</p>
<p>Veja o sistema viário</p>
<p>É um plano de maldade</p>
<p>O caminho do calvário</p>
<p>Quremos mobilidade</p>
<p>Está tudo ao contrário</p>
<p>E cadê a ciclovia?</p>
<p>Pé do morro do lampião,</p>
<p>A restinga, que agonia!</p>
<p>Vai baixar mais avião?</p>
<p>Pois na ilha da magia</p>
<p>Vai ter muita confusão</p>
<p>Tem DromeDário dizendo:</p>
<p>&#8220;Quem protesta, é de fora&#8221;</p>
<p>Mega-empresário querendo</p>
<p>Se aproveitar da hora</p>
<p>Os movimentos estão vendo</p>
<p>Que tudo, tudo piora!</p>
<p>Tu inda vais confiar</p>
<p>Nessas Aves de Rapina?</p>
<p>Shopping no mangue, há, há!</p>
<p>Teu passado te incrimina!</p>
<p>E só vai trabalhar lá</p>
<p>Se for bonita a menina</p>
<p>Tanto &#8220;Templo de Consumo&#8221;</p>
<p>Para adorar o Deus Dinheiro</p>
<p>No cachimbo eu já fumo</p>
<p>Eu tenho pouco janeiro</p>
<p>Progresso é falta de rumo?</p>
<p>Mas quem agrediu primeiro?</p>
<p>Quero é parque para brincar</p>
<p>sou criança, sou arteira</p>
<p>Quero ver pipa no ar</p>
<p>Uma escola de primeira</p>
<p>Ficha limpa! Vamos lá!</p>
<p>Não quro fazer besteira</p>
<p>Quem disse que prédio alto</p>
<p>É vantagem, é progresso?</p>
<p>Nós não queremos asfalto</p>
<p>Nem hotel de luxo eu peço</p>
<p>Prefeito já fez assalto</p>
<p>E eu já fiz o meu verso.</p>
<p>Floripa, 7 de junho 2010.</p>
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		<title>Manifestação na Lagoa</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 03:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sig</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Plano-Diretor]]></category>

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		<description><![CDATA[No calendário das lutas pela cidade, pelo plano diretor participativo, contra a pilantragem! Hoje, sábado, 20 de março, ATO NA LAGOA. Veja aí o convite, leve toda a família!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No calendário das lutas pela cidade, pelo plano diretor participativo, contra a pilantragem! Hoje, sábado, 20 de março, ATO NA LAGOA. Veja aí o convite, leve toda a família!</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-192" title="se liga lagoa" src="http://blog.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2010/03/se-liga-lagoa.jpg" alt="se liga lagoa" width="432" height="282" /></p>
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