Plano-Diretor

Não queremos essa passarela

Por Rubens Lopes – repórter e fotógrafo da Rádio Comunitária Campeche

A comunidade do Campeche é coisa linda, na sexta-feira (30), num dia com sol de primavera as gentes se levantaram cedo e se bandearam até onde antes era o lugar de encontro de toda a comunidade: o bar do Seo Chico. O motivo, mostrar a indignação pela construção de uma passarela que liga o condomínio “Essence” à praia do Campeche. Uma verdadeira afronta ao modo de vida dos locais.

Quem vai para a praia sabe a delícia de tirar os chinelos e ir caminhando na areia que acaricia os pés. Mas, para os moradores que virão morar no “Essence” isso parece incomodar, pois estão construindo uma passarela, em cima das dunas, para não pisarem na areia. Os moradores do bairro foram até o lugar, que além de tudo está ao lado de onde era o bar do Seo Chico (derrubado esse ano), protestando e mostrando sua indignação pelo desrespeito com o modo como a comunidade decidiu organizar sua vida.

Esteve lá a AMOCAM na representação de seu presidente Ataíde Silva, a Associação dos Pescadores, representada pelo Valtinho, além de representantes do NDPC. Os moradores também foram e levaram faixas e fizeram seu ato de repúdio contra o que os mega empreendimentos querem para a nossa comunidade. Os surfistas, aproveitando o bom tempo para pegar umas ondas, foram até lá e mostraram que também não querem essa passarela no caminho das dunas.

A passarela tem aproximadamente 350 mts e usa eucalipto (planta invasora e destruidora da vegetação nativa) tratado com produtos químicos, que pode ser  prejudicial para a mata nativa, e foi construída em APP (área de preservação permanente) que agora é chamada pelos moradores de “área proibida para pobres”. Pois é isso mesmo que parece. A praia sendo privatizada por uma minoria endinheirada que desconhece a cultura e o modo de vida local.

O “mais pior”, como diria minha avó, é que tudo isso que está acontecendo na nossa comunidade tem o apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis. Na matéria do mesmo dia feita pela RBS (detentora do oligopólio da comunicação em Santa Catarina) apresentada no Jornal do Meio dia, a qual mostrava o ato da comunidade indignada. O secretário Rauen afirma que serão construídas outras passarelas na região e que isso é bom. Não fosse termos visto uma já sendo terminada, pareceria brincadeira.

Mas, infelizmente, é coisa séria, e só com a luta da comunidade o lugar será preservado. É hora de criar e lutar, todos aqueles que honestamente respeitam o lugar onde vive, por vida boa e bonita pra todos não para alguns.

A todos que são contra a destruição da nossa praia, vamos nos reunir HOJE, sábado, 1º de outubro, às 15h no local da passarela para debatermos sobre o assunto. ESTÃO TODOS CONVIDADOS!

Campeche se mantém unido e mobilizado pelo Plano Diretor

Por Elaine Tavares  - jornalista

Sábado, oito e meia da manhã. De todos os cantos da comunidade começaram a chegar as gentes. Mais uma vez, o povo ligado a cerca de 20 entidades de organização e de luta do bairro se reunia para rememorar a construção do Plano Diretor Participativo, proposta de organização e planejamento que durante mais de quatro anos foi consolidada pela comunidade do Campeche. Diante das notícias de que a prefeitura deverá encaminhara à Câmara de Vereadores, no próximo mês, o plano elaborado pelo Instituto Cepa, os movimentos locais entenderam que seria bom fortalecer as propostas já construídas pelos moradores. No encontro, foram apresentados o histórico da luta e as resoluções no campo do zoneamento ambiental, zoneamento urbano, sistema viário e mobilidade, e cultura.

A batalha por um plano diretor com cara do povo daqui não é de hoje, vem desde o início dos anos 80 do século passado. Naqueles dias, quando a cidade de Florianópolis começou seu processo de inchaço, as lideranças locais, antenadas com a realidade do município principiaram um movimento que buscava delimitar regras para o bem-viver no bairro. Esse desejo se concretizou na organização dos surfistas locais que, dispostos a preservar as ondas, acabaram por criar um movimento de cuidado com o bairro que nunca mais parou. Nos anos 90, os surfistas, as associações de moradores e outros tantos movimentos que passaram a se organizar no bairro deram início a um processo de elaboração de Plano Diretor Comunitário e Participativo. Esse trabalho culminou em 1997 quando, no Primeiro Seminário Comunitário de Planejamento foi apresentado o Dossiê Campeche, com todas as demandas levantadas pelos movimentos locais. A prefeitura, como sempre surda aos interesses das pessoas, não levou em consideração as demandas da comunidade e, em 1999, entrega à Câmara de Vereadores um projeto próprio. O Campeche não desanimou, constituiu o seu Plano Diretor e no ano 2000 apresentou sua proposta aos vereadores. Seria, então, o primeiro bairro da cidade a ter o seu próprio plano, fruto de organização interna.

Mas, apesar da luta e da mobilização, os vereadores também ignoraram as propostas do Campeche, só que por ali ninguém desanimou. Com idas e vindas, os movimentos locais se reuniam e discutiam, melhorando e atualizando o dossiê construído em 1997. Também seguiam criticando e lutando contra o plano da prefeitura, feito sem participação popular. No ano de 2006 foi criado o Conselho Popular da Planície do Campeche, mais um instrumento de luta que iria unir os movimentos numa só bandeira: a retirada do plano da prefeitura da Câmara de Vereadores. A batalha foi larga, mas a vitória veio.
Read the rest of this entry »

Seminário sobre o Plano diretor Participativo do Campeche

ESCUTE A VINHETA!

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

SEMINARIO

FOLIANÓPOLIS (Alvarêz Dewïzqe)

Grande “Alvarêz 98.3″!

Nosso amigo de longa data, que concebeu o programa “Histórias da Música”, na Rádio Campeche e o apresentou durante um tempo. O programa  ”Histórias da Música”, depois que o Alvarêz se mudou, passou a ser apresentado por diversos programadores. Hoje, o “Histórias da Música” não está mais no ar, mas o Alvarêz, sempre conectado, nos mandou essa música que ele fez inspirado nas lutas da comunidade.

Alvarez

Escute aqui: http://www.myspace.com/542556495/music/songs/Folian-polis-76091706


Você que é do norte

Venha logo para Floripa

Tem um shopping center sobre o mangue

De portas abertas para você

Você que é do nordeste

Venha logo para Floripa

Tem uma rodovia sobre as dunas

Pra você cruzar a 100 por hora

Você do centro-oeste

Venha logo para Floripa

Rasgaram um loteamento no verde vale

Mas venha logo, restam poucas unidades

Venham, venham, vejam todos

Os responsáveis irresponsáveis

Querem jogar cocô no mar

Molham a mão pra não ter licitação

E fazem isso na maior cara de pau

Tudo na maior cara de pau

Você que é do sudeste

Venha logo para Floripa

Venha conhecer as avenidas

Que ligam nada a lugar nenhum

Você que é do sul

Venha logo para Floripa

Venha de férias, não venha pra ficar

Porque esse barco logo logo vai afundar

Venham, venham, vejam todos

Os responsáveis irresponsáveis

Querem jogar cocô no mar

Molham a mão pra não ter licitação

E fazem isso na maior cara de pau

Nessa grande Folianópolis

Venham, venham, vejam todos

Também é assim em São José

Assim também lá em Palhoça

É tudo igual em Biguaçu

Nessa grande Folianópolis

\

\

Gostou? Escute outras: http://www.myspace.com/alvarezdewizqe/

Leia outras: http://alvarezdewizqe.blogspot.com

o que queremos para o campeche

Na polemica do show do Ben Harper que será no dia 5 no pequeno Point do Riozinho na praia do Campeche, o Vice prefeito esteve na reuniao comunitária e nos informou que vai ter outro show igual a este no Norte da Ilha, por causa da polemica e das pessoas que ficaram sem poder ir.

http://www.youtube.com/watch?v=HjI3EYU73T0

Sul da ilha se manifesta na Câmara de Vereadores

(por Elaine Tavares)

Primeiro dia de trabalho na Câmara de Vereadores da cidade de Florianópolis e os representantes de diversas entidades do sul da ilha de Santa Catarina (Florianópolis) fizeram ouvir sua palavra. Munidos de faixas e cartazes eles ocuparam a galeria e entregaram um documento a cada um dos vereadores. Neste documento estão colocados todos os problemas que o sul enfrenta com o crescimento desmedido, construções irregulares, desperdício de água potável, mega empreendimentos e eventos grandiosos que não encontram estrutura, uma vez que o bairro é eminentemente residencial.
O ponto que detonou mais uma jornada de luta no sul foi a realização de um mega show patrocinado, promovido e organizado pela empresa Skol, sem qualquer contato com a comunidade do Campeche ou com a prefeitura municipal. Mas, a despeito disso, todo o sul da ilha vem lutando desde há mais de quatro anos quando iniciou mais um processo de construção do Plano Diretor, chamado de participativo, que terminou abruptamente porque a prefeitura decidiu contratar uma empresa de fora de Florianópolis para esboçar um plano para a cidade.

No documento entregue para os vereadores, as entidades do sul da ilha exigem que a Câmara estabeleça uma moratória na liberação de licenças para construções na cidade até que seja definido de uma vez por todas o Plano Diretor. É também uma maneira de retomar a luta por este plano que foi cuidadosamente construído por toda a cidade e que acabou preterido pelo governo de Dário Berger.

O show do Ben Harper é, na visão das lideranças comunitárias, apenas mais um braço da ocupação irregular e desordenada que está sendo promovida no sul por mega empreendedores que, pela força do dinheiro, conseguem quebrar leis e definir alteração de zoneamento. As comunidades que constituem todo o sul da ilha estão na defesa do seu modo de vida que é a vida simples e com qualidade. Ninguém por ali quer se transformar num balneário aos moldes de Canasvieiras ou outros espaços do norte da ilha que hoje sofrem com empreendimentos mal planejados e invasivos.  A idéia da realização de eventos grandiosos é uma tentativa de apresentar para a comunidade uma realidade de turismo que aparentemente pode gerar um lucro aqui e ali, mas que no futuro mostrará sua verdadeira cara destrutiva e predadora.

As entidades que foram se manifestar na Câmara de Vereadores, que vão desde o Mosal, movimento do sul da ilha que defende um saneamento descentralizado, até associações de moradores, dos pescadores, surfistas, rádio comunitária, biblioteca livre e outras, além de muitos moradores decididos a lutar pela manutenção da comunidade como um lugar para morar e viver. Todos os manifestantes acreditam que com a moratória, a Câmara de Vereadores abrirá espaço para a discussão do Plano Diretor e aí será hora de outra luta, a que definirá o projeto de organização da cidade. Para quem está na luta desde há anos, como é o caso da comunidade do Campeche – que inclusive foi a primeira a desenhar um plano diretor há mais de 20 anos –  é hora de cada morador de Florianópolis se  mobilizar e lutar para que o Plano Diretor seja aquele que foi discutido de forma coletiva pelas comunidades e não um , imposto e alienígena.

A luta dos moradores do sul deve continuar. Nesta semana eles voltam a Câmara de Vereadores para cobrar dos vereadores uma resposta ao documento e esperam ainda que a prefeitura não permita a realização do mega show previsto para sábado. “Não há estrutura viária, não há segurança, nem para a comunidade nem para quem vem assistir ao show. Nós vamos cobrar responsabilidades” diz Ataíde Silva, presidente da Associação de Moradores do Campeche. “Cuidar da cidade é também discutir ética. A população tem de estar ciente disso. Quem vem de fora se diverte, mas a comunidade sofre ” , diz Gert Shinke, do Mosal.

nova reunião: quinta feira, no catalina, às 19:30h

Protesto do sul da ilha

Moradores e entidades populares do Campeche e do sul da ilha realizam hoje, às 19h, ato de protesto na Câmara de Vereadores. Entregam documento aos vereadores exigindo a moratória na liberação de licenças para construções enquanto não houver um Plano Diretor deliberado pela cidade organizada. Também querem uma posição da instituição quanto ao mega-show programado para a praia do Campeche, no ponto onde deságuam os rios Noca e Rafael.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Campeche (Amocam), Ataíde Silva, até ontem (dia 31 de janeiro) não havia alvará de licença de vários órgãos ambientais e municipais. Tampouco há qualquer organização da segurança e de saneamento. O mega show pretende trazer para a comunidade – que é eminentemente residencial – milhares de pessoas. Os moradores entendem que não há estrutura para suportar um evento desta grandeza e temem, tanto pelos que devem participar do evento, quanto pela própria comunidade.

Em reunião realizada ontem à noite, as entidades decidiram encaminhar um documento aos vereadores que iniciam hoje seu trabalho e pretendem sensibilizá-los para os mais variados problemas que a comunidade enfrenta atualmente. Entre eles estão a invasão das dunas, as construções irregulares, a destruição da área de preservação permanente e do lençol freático.

Os manifestantes também deverão encontrar-se com o Secretário de Turismo, Márcio de Souza. A mobilização de moradores e entidades populares se concentra nas escadarias da Catedral a partir das 18h.

Contato: Elaine -  99078877

E agora, Campeche?

Ataque concatenado de emprendimentos e eventos assola o Campeche
por Raquel Macruz

Depois de destruído e “imundeado” pelo crescimento desregrado e especulação imobiliária, o norte da ilha passa a fazer parte da lista das paisagens usadas e prontas a serem descartadas. Turistas mostram-se descontentes com a paisagem degradada e os abutres da especulação rapidamente buscam novos territórios para dar continuidade a seus ganhos, em substituição às terras usurpadas por sua ação predatória.
Os grandes investidores de rapina lançam seus olhos, agora para o sul da ilha, desejosos de infestar a terra com seus empreendimentos e eventos de grande porte. Read the rest of this entry »

Cordel do Plano Diretor

Este panfelto de Cordel foi deixado na rádio Campeche logo após a caminhada ocorrida no dia 7 de junho, que teve como objetivo lutar contra o plano diretor autoritário da prefeitura, o projeto de saneamento autoritário da Casan e seu emissáriosubmarino-monstro e também para pressionar pelo Parque Cultural do Campeche, o PACUCA. Vale a pena socializar, pois é uma maneira diferente de trazer a crítica à atual política que assola o Campeche.

Antes do texto, vale lembrar o calendário de reuniões do núcleo gestor do Plano Diretor aqui no Campeche:

MÊS JULHO/2010             = 12 – 26
MÊS AGÔSTO/2010         = 09 – 23
MÊS SETEMBRO/2010    = 08/QUA. – 20
MÊS OUTUBRO/2010      = 04 -18
MÊS NOVEMBRO/2010  = 08 – 22
MÊS DEZEMBRO/2010   = 13 Read the rest of this entry »

Manifestação na Lagoa

No calendário das lutas pela cidade, pelo plano diretor participativo, contra a pilantragem! Hoje, sábado, 20 de março, ATO NA LAGOA. Veja aí o convite, leve toda a família!

se liga lagoa