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Crônica de um Mandado de Despejo

Por Pepe Pereira dos Santos, Leandro Monteiro Dal Bó e grupo de solidariedade às comunidades tradicionais de Imbituba

Tarde de uma quinta-feira, véspera de jogo do Brasil na copa da África. Em Imbituba, sul de Santa Catarina, sul do Brasil, o que está em campo no sítio do Sr. Antero Francisco Cardoso na Volta da Taboa, nos Areais da Ribanceira, entrada da cidade, é outra escalação. Perú, cabras, bois, cavalos, galinhas, jegues, cachorros, universitários, sindicalistas, amigos, parentes, ativistas do MST, todos contra o dilúvio de uma ordem de despejo requerida pela justiça.

A ordem judicial é contra agricultores tradicionais de uma área de 240 hectares. Aqui existe a ACORDI, Associação Comunitária Rural de Imbituba. Essa verdadeira Arca de Noé, que é a pequena propriedade do Seu Antero, de 3 hectares, já sobreviveu a outra tentativa de despejo a  4 anos atrás, quando a família teve a casa queimada por jagunços do que se dizia proprietário destas terras. Terras há décadas cultivadas por cerca de 80 famílias que têm como principal atividade, o plantio e o beneficiamento da mandioca. Read the rest of this entry »

Fechada de forma truculenta a rádio comunitária de Santa Cruz do Sul

No dia 10 de junho de 2010, ocorreu o mais arbitrário fato até então vivenciado na radiodifusão comunitária do Brasil. A Anatel fechou, bem como apreendeu os equipamentos da Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul, sendo que esta estava funcionando e forma legalizada, com outorga concedida pelo estado brasileiro inclusive pelo congresso nacional.

Os técnicos, sob a argumentação de que a rádio estaria fora das especificações técnicas, apreenderam com o auxílio de força policial os equipamentos que possibilitam que á rádio permaneça no ar. Quando na verdade o máximo que poderiam fazer, antes de que fosse comprovada qualquer irregularidade, seria lacrar os equipamentos.

O encerramento das transmissões de uma emissora de radiodifusão habilitada e com concessão pública por força da ação de técnicos da ANATEL jamais foi registrada e mesmo o fechamento de uma rádio pública é algo sem precedentes na história do país.

Ainda a atuação da Brigada Militar, que ciente de estar cometendo uma irregularidade, acompanhou e garantiu, mesmo não tendo atribuição para isso, a retirada dos equipamentos e sua apreensão. Impressiona também o envolvimento na construção desta ação da Brigada Militar, que estava sempre acompanhando desde antes de se fazer a fiscalização a ação da ANATEL.

No momento, dirigentes da Rádio Comunitária estão na sede da Polícia Federal em Santa Cruz do Sul, para onde foram levados os equipamentos e o representante da Rádio como preso.

Fonte: Agência Contestado de Notícias Populares www.agecon.org.br

Saneamento Alternativo estréia na Rádio

CGALHOES-NA-ONDAFoi na quinta-feira passada (10 de junho) a estréia do programa Saneamento Alternativo na Rádio Comunitária Campeche. O novo programa é apresentado pela associada Raquel Macruz. Toda quinta, das 20 às 21h. Não perca, semana que vem tem mais. Vida longa ao Saneamento Alternativo.

PRA ONDE VAI O SEU COCÔ

Pesca da Tainha

O texto abaixo deveria constar no primeiro boletim mensal da rádio comunitária do Campeche, mas acabamos nos enrolando para soltar… Estava previsto para maio, mas agora está sem previsão. Seria um desperdício não tornar público o relato do Rubens sobre o início da temporada da pesca da tainha.  Tomo a liberdade de socializar…

Pesca da Tainha, os olhares mais uma vez se voltam para o mar do Campeche.

Maio de 2010

Dia primeiro de maio, manhã no rancho de canoa do “Seu Getúlio”. Dia lindo de sol e mar calmo, já se vê movimentos de pessoas na praia do Campeche. Além de ser dia do trabalhador, naquele dia também se celebrou a abertura da Pesca da Tainha deste ano, com a tradicional missa para abençoar os pescadores e pedir ao grande deus para se ter uma boa pescaria.

Dentro do rancho, que nos dias normais é o lugar onde se guardam o barco e os apetrechos de pesca, numa mesa farta, foi servido um café-da-manhã para a comunidade. Além de ser um reduto de pescadores o rancho de canoa também é cultura, lá acontece o projeto “Música no Rancho da Canoa”, promovido peloa Associação de Pescadores, que está formando moradores da comunidade para serem futuros músicos. Este ano a comunidade do Campeche teve a alegria de receber companheiros e companheiras de outras comunidades como Garopaba, Bombinhas, Ingleses… e entre os presentes um em especial alegrou o dia: “Seu Tito”, velho pescador lá de Garopaba, que com sua sanfona encheu de música nossa praia. Tivemos também a presença da Banda de Amor a Arte que todos os anos toca nestes momentos de encontros humanos.

A Pesca da Tainha na comunidade do Campeche é feita a remo e de forma artesanal, um dos poucos lugares que ainda preserva essa tradição. Os pescadores entre um emaranhado de linha, agulhas e bóias trabalham fazendo a rede e consertando a “Glória” (nome carinhoso da canoa) quando preciso. Ali, eles se reúnem e se preparam para o grande momento do ano, que marca início dia 15 deste ano. Nas dunas, os vigias já olham para o mar à espera da visão pré-anunciadora de fartura, quando aparecer o “capote” balançando no ar num gesto que todos anseiam e conhecem! Será chegada a hora, Tainha! Tainha! Tainha!

Na praia se fará aquele movimento primeiro, a sacudida da Canoa, pés se agitando na areia, braços levando firmes a Glória para o mar que acolhe em seu interior as redes e os pescadores que trarão o alimento para a comunidade…

P.S. farinha para o pirão e um mar bom…

Do Campeche,

Rubens Lopes (repórter comunitário).

Pedágio da rádio: um sucesso!

Na manhã do dia 15 de maio, um sábado muito aconchegante, membros do coletivo da rádio comunitária Campeche realizaram um pedágio na esquina da Av. Pequeno Príncipe com a Gramal. Podemos dizer que a atividade foi um sucesso, pois, além de vendermos adesivos e conseguirmos arrecadar uma boa quantia monetária, pudemos dialogar bastante com a população.
A vontade da rádio é exatamente demonstrar para a população a importância da existência de um meio de comunicação comunitário no bairro. E não só: a importância que os moradores da nossa região venham frequentar o estúdio, trazer informações, compartilhar e dialogar.
Neste sentido, ficamos felizes de montar uma barraquinha com as camisetas e as fichas de associação da rádio, de aparecer com um mamulengo gigante, que trouxe um sentido de brincadeira à atividade. Ficamos muito felizes também por ver como a população que vive e/ou circula pelo bairro conhece e acompanha a rádio.
Valeu, Campeche! Nos encontramso novamente no Balaio da rádio, que ocorrerá dia 22 de maio, próximo sábado, a partir das 14 hs, e que contará com diversas atrações artísticas.

Manifestação reúne 6 mil contra o aumento das tarifas

Manifestação reúne 6 mil estudantes, trabalhadoras e trabalhadores na luta contra o aumento das tarifas

A manifestação chamada pela Frente de Luta pelo Transporte Público de Florianópolis nesta quinta-feira (13/05) reuniu cerca de 6 mil estudantes, trabalhadores e trabalhadoras e moradores de várias comunidades que exigiram a revogação imediata do aumento de 7, 3 % nas tarifas do transporte coletivo ?privado? de Florianópolis, que elevou as tarifas para os absurdos valores de R$2,38 (cartão) e R$ 2,95 (dinheiro).

Além da redução imediata das tarifas a manifestação exigiu também a reformulação total do sistema de transporte coletivo a fim de atender as necessidades da população e transparência nas planilhas de custos do transporte coletivo, já que a recente entrega da planilha pela prefeitura só foi obtida após os ativistas se acorrentarem na Secretaria de Transporte ( Ver relato)

A manifestação pacífica saiu em passeata pela por volta das 18:00 hrs da frente do TICEN e seguiu pelas principais ruas da cidade, o tempo todo cercada por um enorme aparato policial (cerca de 550 policiais) e monitorada por policiais a paisana (mas nem tento).
Durante a manifestação a polícia militar tentou o tempo todo conduzir a passeata para as ruas que eles queriam, em resposta os manifestante simplesmente sentavam no chão até que polícia liberasse a rua, a tática deu certo, o melhor era ver os policiais acostumados agir com truculência sem reação.

Na Avenida Mauro Ramos houve dois momentos tensos, o primeiro foi quando a passeata tomou as quatro pistas da avenida perto do SESC Prainha, nesse momento um cordão de policiais empurrou as pessoas para a pista da esquerda, aproveitando a situação um dos policiais tentou agredir um manifestante que estava encima de pernas de pau, mas a intervenção de ativistas impediram que ele fosse agredido e possivelmente a preso sem motivo.

O segundo momento foi perto do IFTSC quando os manifestantes tentaram ir até a Avenida Beira Mar Norte, durante esse momento algumas pessoas relataram que tomaram choques dos teasers de policiais, pude presenciar também uma cena deprimente, um oficial da calavalaria da PM ameaçando populares que estavam apenas vendo as manifestações.

Após a manifestação seguiu para Câmara de Vereadores e depois para prefeitura onde se fez o enterro simbólico do Sistema de Transporte Coletivo PRIVADO de Florianópolis.

A manifestação seguiu depois até o TICEN onde foi feita uma assembléia onde foram encaminhas duas propostas: a primeira de dar continuidade ao ato ocupando o TICEN, a segunda proposta que foi a aprovada de encerrar o ato e fortalecer a organização chamado mais pessoas.

Após a assembléia quando boa parte das pessoas estava indo embora, um grupo de cerca de 40 pessoas pulou as catracas do TICEN, a maioria conseguiu entrar, mas um jovem foi preso e uma outra ativista foi agredida pela quando tentava fugir da GRT.

O ativista preso assinou um termo circunstanciado e terá que se apresentar ao juiz no dia 1º. de julho, o termo foi feito por um delegado que fica a disposição das empresas de transporte dentro do TICEN.

Para saber mais, acesse: http://www.fltcfloripa.libertar.org/

Nota de repúdio e denúncia – Assassinato de profissionais de comunicação em Honduras

Nota de repúdio e denúncia

As Instituições, Meios Alternativos de Comunicação Popular, Jornalistas, Escritores e Trabalhadores da Cultura vêm a público denunciar a terrível situação vivida pelos jornalistas hondurenhos desde que se instalou o golpe militar em junho de 2009. Enquanto permaneceu no poder o golpista Roberto Micheletti, um profissional foi assassinado por conta de estar simplesmente cumprindo sua função de informar o povo de Honduras sobre a situação do país e sobre a resistência que se organizou e promoveu uma série de marchas e protestos. Outros tantos profissionais tiveram suas vidas ameaçadas, assim como a de suas famílias. Alguns destes jornalistas chegaram a sair do país, temendo serem assassinados.

Hoje, três meses depois das eleições que colocaram no poder Porfírio Lobo Sosa, a situação parece ter piorado. Apesar de alguns países, como os Estados Unidos, terem aceitado o governo de Lobo como um governo legítimo, a maioria dos demais países segue sem reconhecer a eleição, uma vez que ela se deu num estado de exceção e sem a participação de vários partidos. Não bastasse a ilegitimidade do governo atual, continuam os assassinatos de jornalistas e de líderes sindicais, estudantis e populares. Todos os dias alguém que teve relevante participação nas lutas de resistência aparece morto. Só entre os jornalistas já foram seis profissionais da imprensa. Quando a noite chega o terror é sentimento corrente entre os que trabalham na imprensa, porque sabem que a qualquer momento podem tombar.

A escalada de violência contra os jornalistas e lideranças sociais em Honduras se deve ao fato de que os movimentos populares do país seguem na luta pela instalação da Assembléia Nacional Constituinte, hoje com a aprovação de quase 75% da população. O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, assim como as demais entidades que assinam esta nota, denuncia e repudia esta forma truculenta do governo hondurenho de buscar calar as vozes que tem por missão informar ao povo hondurenho sobre o que se passa de fato no país. Repudiamos jornalistas servis do sistema que calam sobre esses fatos e insistimos para que o governo de Honduras respeite o direito dos hondurenhos à livre informação.

JORNALISTAS ASSASSINADOS EM HONDURAS DEPOIS DE 28 DE JUNHO DE 2009.

Gabriel Fino Noriega

Joseph Hernández

David Enrique Meza

Nahum Palacios Arteaga

José Bayardo Mairena

Manuel de Jesús Juárez

Georgino Orellana

PRESENTES!!!

ASSINATURAS:

Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina – Brasil

Revista Pobres & Nojentas

Portal Desacato

AGECON – Agência Contestado de Notícias Populares

Blog Honduras é Logo Ali!

Allisson Gabrielle – Estudante de Ciências Sociais

Elaine Tavares – Jornalista

Vanessa Bortucan – Portal Desacato

Raúl Fitipaldi – Portal Desacato

Rádio Tangaranenese – SC – Brasil

Campeonato de Surf no Campeche

Acontece neste feriado dia 21/04 a Iª Etapa da Associção de Surf de Campeche, todos estão convidados a participar deste evento.

Inicio as 09:00 horas com previsão de termino as 17:00
As Condições do mar tem previsão para uma frente chegando no decorrer do dia, que possibilitará um aumento no tamanho das ondas, que variam de meio metro a um metro na serie, agua quente com boa visibilidade.
O evento conta com Categorias Internas da ASC e open para surfistas de outras associações.

19 de abril – Dia do Índio

“O dia 19 de abril é lembrado como dia do Índio, devido a um acontecimento ocorrido em 1949 no México, no qual diversas lideranças indígenas resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Preocupados que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos “homens brancos” no congressos os indígenas não compareceram nos primeiros dias do evento. Durante o evento foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, que tem como objetivo principal cuidar dos direitos dos indígenas na América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril.”

Fonte: http://www.mundodastribos.com

Rádio Campeche no evento “Geografia e Comunicação”, na UFSC

Na última semana a revista discente “Expressões Geográficas” (http://www.geograficas.cfh.ufsc.br/) promoveu na UFSC o evento “Geografia e Comunicação”. O objetivo era promover discussões  e ações sobre a importância da geografia – enquanto campo de pesquisa e intervenção que tem como objeto a organização espacial – preocupar-se com as formas de comunicação que atravessam o mundo contemporâneo.

A programação contou com dois eixos principais: debates e mini-cursos. No primeiro, destaque para os temas “A produção científica na era da informação e a luta pela liberdade do conhecimento” com o professor Sérgio Amadeu da Silveira, da Universidade Federal do ABC, e “Mídia e Relações de Poder”, com a participação do jornalista Pedro Carrano, do jornal “Brasil de Fato”.

O segundo eixo foi o de mini-cursos, que contava com atividades mais práticas. Entre eles, o coletivo da rádio Campeche propôs um sobre “Produção de vinhetas para rádios comunitárias”, que visava capacitar pessoas a mexerem com o Audacity  programa de edição de áudio em software livre – saiba mais sobre e baixe, se quiser, em audacity.sourceforge.net. As vinhetas resultantes seriam colocadas na programação diária da rádio.

O mini-curso, além de muito produtivo, contou com a presença bem-vinda dos companheiros da rádio livre Tarrafa FM (conheça esta iniciativa de democratização da comunicação em radiotarrafa.libertar.org)

Escute as Vinhetas aqui:

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Vinheta Expressões Geográficas na Rádio Campeche

Vinheta perguntas, questões

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vinheta – dani