Notícias
ALERTA GERAL EM IMBITUBA: juíza pede à PM para despejar agricultores
Jul 23rd
Originalmente publicado em imbitubaurgente.blogspot.com
Reativada Associação Cultural Comunitária Cidadania de Fraiburgo
Jul 12th
Aconteceu no dia 09/07/2010 a assembléia que reativou a Associação Cultural Comunitária Cidadania de Fraiburgo, o local foi o Centro de Formação Profissional – CEPROFF, a assembléia contou com a presença de mais de 60 pessoas representando 15 organizações sociais. O objetivo central da Assembléia foi à reativação da Associação Cultural Comunitária Cidadania de Fraiburgo, como primeiro passo, para a reconstrução da rádio Comunitária Cidadania, que já operou em Fraiburgo em anos anteriores. Veja as fotos clicando no link: http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=11063662060312871510&aid=1278740994
Leia matéria na íntegra: http://www.agecon.org.br/comentarios/Comentario.asp?cod=
Recomeço dos protestos contra a Tarifa de ônibus!
Jul 8th
Depois de um intervalo para reorganização, os protestos contra o aumento da tarifa de ônibus recomeçam. Isto acontece depois de uma pequena insurreição que ocorreu de forma espontânea no horário de fim de tarde na plataforma Cdo TICEN: quem já esperou ônibus neste horário ali sabe que é um inferno…
Em solidariedade com a população, que não aguenta mais pagar caro para ser tratada como gado confinado em veículos de transporte coletivo, que desconfia dos mais de 500 mil reais dados como subsídio da prefeitura para as empresas todo o mês, que acha estranho uma cidade na qual é mais jogo andar de carro do que de ônibus (no que diz respeito aos custos), a Frente Únicacontra o Aumento da Tarifa retorna as ruas. A programação sobre as atividades est´abaixo, e mais informações podem ser obtidas em lataofloripa.libertar.org
QUINTA (08/07):
15h. – Reunião no chafariz do TICEN/ Atividade cultural.
17h. – Encontro na plataforma C (onde aconteceu a manifestação 5ªf passada) com intuito de recolher abaixo-assinados e ter uma aproximação com a população.
SEXTA (09/07):
16h. – Reunião em São José, na Praça do Melão. (Levem seus materiais artísticos!)
Crônica de um Mandado de Despejo
Jul 4th
Por Pepe Pereira dos Santos, Leandro Monteiro Dal Bó e grupo de solidariedade às comunidades tradicionais de Imbituba
Tarde de uma quinta-feira, véspera de jogo do Brasil na copa da África. Em Imbituba, sul de Santa Catarina, sul do Brasil, o que está em campo no sítio do Sr. Antero Francisco Cardoso na Volta da Taboa, nos Areais da Ribanceira, entrada da cidade, é outra escalação. Perú, cabras, bois, cavalos, galinhas, jegues, cachorros, universitários, sindicalistas, amigos, parentes, ativistas do MST, todos contra o dilúvio de uma ordem de despejo requerida pela justiça.
A ordem judicial é contra agricultores tradicionais de uma área de 240 hectares. Aqui existe a ACORDI, Associação Comunitária Rural de Imbituba. Essa verdadeira Arca de Noé, que é a pequena propriedade do Seu Antero, de 3 hectares, já sobreviveu a outra tentativa de despejo a 4 anos atrás, quando a família teve a casa queimada por jagunços do que se dizia proprietário destas terras. Terras há décadas cultivadas por cerca de 80 famílias que têm como principal atividade, o plantio e o beneficiamento da mandioca. Read the rest of this entry »
Quando o “menor” não é meu
Jul 2nd
Por Elaine Tavares – jornalista
A cidade de Florianópolis, no sul do Brasil, está estarrecida diante de algumas informações que chegam aos correios eletrônicos como se fosse um rastilho de pólvora. Uma garota de 13 anos, de um colégio de gente endinheirada, teria sido estuprada por colegas, praticamente da mesma idade. Um dos garotos seria filho de conhecido empresário, outro de um delegado. Uma carta de mães indignadas – que o colégio nega que sejam de lá – descreve a atrocidade com riqueza de detalhes. Nenhuma informação saíra na imprensa porque, dizem as mães, um dos estupradores é filho do dono de uma rede de comunicação. O jornal Diário Catarinense deu uma nota no dia 30 de junho, lacônica, divulgando o ocorrido, mas, alertando para o fato de que como todos são menores de idade o inquérito segue sob segredo de justiça. Nenhum nome, nenhuma informação a mais. Read the rest of this entry »
Fechada de forma truculenta a rádio comunitária de Santa Cruz do Sul
Jun 30th
No dia 10 de junho de 2010, ocorreu o mais arbitrário fato até então vivenciado na radiodifusão comunitária do Brasil. A Anatel fechou, bem como apreendeu os equipamentos da Rádio Comunitária de Santa Cruz do Sul, sendo que esta estava funcionando e forma legalizada, com outorga concedida pelo estado brasileiro inclusive pelo congresso nacional.
Os técnicos, sob a argumentação de que a rádio estaria fora das especificações técnicas, apreenderam com o auxílio de força policial os equipamentos que possibilitam que á rádio permaneça no ar. Quando na verdade o máximo que poderiam fazer, antes de que fosse comprovada qualquer irregularidade, seria lacrar os equipamentos.
O encerramento das transmissões de uma emissora de radiodifusão habilitada e com concessão pública por força da ação de técnicos da ANATEL jamais foi registrada e mesmo o fechamento de uma rádio pública é algo sem precedentes na história do país.
Ainda a atuação da Brigada Militar, que ciente de estar cometendo uma irregularidade, acompanhou e garantiu, mesmo não tendo atribuição para isso, a retirada dos equipamentos e sua apreensão. Impressiona também o envolvimento na construção desta ação da Brigada Militar, que estava sempre acompanhando desde antes de se fazer a fiscalização a ação da ANATEL.
No momento, dirigentes da Rádio Comunitária estão na sede da Polícia Federal em Santa Cruz do Sul, para onde foram levados os equipamentos e o representante da Rádio como preso.
Fonte: Agência Contestado de Notícias Populares www.agecon.org.br
Saneamento Alternativo estréia na Rádio
Jun 14th
Foi na quinta-feira passada (10 de junho) a estréia do programa Saneamento Alternativo na Rádio Comunitária Campeche. O novo programa é apresentado pela associada Raquel Macruz. Toda quinta, das 20 às 21h. Não perca, semana que vem tem mais. Vida longa ao Saneamento Alternativo.
PRA ONDE VAI O SEU COCÔ
Repercussões da violência policial nas manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus
Jun 9th
Bem, pessoal, entramos na quinta semana de mobilizações contra o aumento da tarifa. Esta semana se iniciou com pronunciamento da OAB contra a violação dos direitos humanos ocorrida durante os protestos pacíficos no interior do campus da Udesc, no Itacorubi, ocorridos no último 31 de maio. Na ocasião houve 6 detidos e muitos machucados, sendo que nenhuma via foi trancada e a própria presença dos manifestantes nas calçadas da avenida Madre Benvenuta era interditada pela ação da polícia.
Além disso, ocorreuna segunda-feira à tarde, na mesma Udesc, debate sobre a violação dos direitos humanos, com a participação de representantes mais razoáveis do ministério público estadual – não o promotor que exigiu, em nota pública, a ação dura da polícia, dando a entender que a única maneira de resolver a situação era a repressão – e de advogados do município, além de professores, estudantes e outros cidadãos.
Por fim, tivemos uma situação vexatória: num contexto de verdadeira agitação e indignação popular, derivada da gestão calamitosa do transporte público, a câmara municipal de Florianópolis, em sua sessão na última segunda-feira à noite, teve a coragem de negar o pedido de audiência pública sobre o tema, com a obrigatoriedade da presença do prefeito. (Lembrando que foi este, em 2004, que prometeu abrir a “caixa-preta dos transportes” no município!). Seria cômico, se não fosse trágico.
A cobertura completa dos fatos recentes está em lataofloripa.libertar.org
Recomendamos profundamente a visita a este endereço, no qual estão aglutinadas as informações sobre os protestos, as notas de repúdio à violência policial e a negação do poder estatal em negociar, além de vídeos e fotos bem ilustrativos das quatro primeiras semanas de manifestação.
Por fim, reproduzimos a seguir a nota de solidariedade da Ordem dos Advogados do Brasil/SC para com os manifestantes:
Agressão na Udesc: OAB/SC solidariza-se com professores e alunos e pede providências ao governador
A OAB/SC foi procurada na sexta-feira (4) pelas professoras Carmen Susana Tornquist e Isa de Oliveira Rocha, que narraram os fatos ocorridos em ação repreensiva realizada pela polícia nas dependências da Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc, em 31 de maio, por ocasião de manifestação contra o aumento das tarifas de transporte público de Florianópolis.
Segundo as professoras, a ação, realizada dentro das dependências daquela universidade, durante o horário de aula, foi desproporcional e extremamente violenta, conforme demonstrado nas fotografias que entregaram ao presidente Paulo Borba e ao vice-presidente Márcio Vicari, que se solidarizaram com os acontecimentos e se colocaram à disposição para buscar junto ao governador uma explicação, bem como providências contra aqueles que agiram de forma agressiva.
Na mesma tarde foi providenciado ofício ao governador Leonel Pavan, solicitando a apuração dos fatos, bem como a penalização dos servidores públicos envolvidos, se comprovado o abuso das medidas adotadas. “É lamentável que tal situação tenha ocorrido, colocando em risco a vida de várias pessoas, envolvidas ou não na mobilização, sendo necessária à adoção de medidas mais ponderadas em ações de repressão de mobilizações estudantis”, enfatiza Borba no ofício ao governador.
Relato encaminhado através de documento pelas professoras
Na noite do último dia 31 de maio, uma manifestação de estudantes contra o aumento das tarifas de ônibus urbanos, realizada em frente ao campus da Universidade do Estado de Santa Catarina no bairro do Itacorubi, mobilizou significativo aparato policial, resultando em agressões físicas aos manifestantes e detenções de alguns deles. A ação teria se intensificado por volta de 21h30, com os policiais invadindo o campus, investindo contra os manifestantes e usando contra alguns deles armas Taser, que facilitaram sua imobilização e detenção, tendo sido retirados à força do local.
Em virtude disso, vários alunos, bastante alarmados, buscaram, no interior do prédio do Centro de Ciências Humanas e da Educação – FAED (onde as aulas ainda aconteciam, pois há cursos que também funcionam no período noturno), diretores ou professores que pudessem fornecer ajuda para conter a ação policial.
Alguns professores que trabalhavam na FAED naquele momento, bem como outros que já haviam encerrado suas atividades e que, informados sobre a situação, retornaram à UDESC, puderam testemunhar a ostensiva presença de policiais, na entrada principal e ao longo da via, frente a um agrupamento significativo de alunos (cerca de uma centena) que, não mais portando faixas de protesto ou se manifestando, se misturava a outros estudantes que simplesmente saíam da Universidade após as aulas. Uns e outros, contudo, se viam na iminência de serem detidos se deixassem o campus. Cabe registrar que aqueles que saíam da Universidade em seus automóveis não eram abordados pelos policiais.
Alguns professores da FAED, como o professor Emerson César de Campos, a professora Janice Gonçalves e a professora Isa de Oliveira, entre 21h40 e 23h, chegaram a conversar com o responsável pela operação, o tenente-coronel Newton Ramlow, que estava no local, mas não obtiveram informações consistentes sobre as razões das agressões e detenções, ou mesmo sobre os motivos da permanência do aparato policial em frente à UDESC.
Como docentes e associados da ADFAED e da APRUDESC – associações docentes, respectivamente, do Centro de Ciências Humanas e da Educação-FAED e da UDESC -, pensamos que esta ação da Polícia Militar faz extrapolar bastante a agenda do debate sobre transporte público, e impõe a todos a tarefa de garantir a defesa de nossos direitos fundamentais.
Não obstante medidas já tomadas pelos diretores de Centros e acordadas com a Reitoria da UDESC, em reunião no dia 1 de junho, vimos solicitar a interveniência da OAB-SC, em especial através da Comissão de Direitos Humanos desta entidade, de modo a nos orientar sobre procedimentos a serem tomados, pois consideramos que estes fatos indicam estratégias de ação e atitudes frente aos preceitos constitucionais que podem ter consequências ainda mais nefastas sobre os estudantes e sobre o conjunto dos cidadãos.
Atenciosamente,
|
Carmen Susana Tornquist Diretora da ADFAED |
Isa de Oliveira Rocha Presidente da APRUDESC |
Pesca da Tainha
Jun 5th
O texto abaixo deveria constar no primeiro boletim mensal da rádio comunitária do Campeche, mas acabamos nos enrolando para soltar… Estava previsto para maio, mas agora está sem previsão. Seria um desperdício não tornar público o relato do Rubens sobre o início da temporada da pesca da tainha. Tomo a liberdade de socializar…
Pesca da Tainha, os olhares mais uma vez se voltam para o mar do Campeche.
Maio de 2010
Dia primeiro de maio, manhã no rancho de canoa do “Seu Getúlio”. Dia lindo de sol e mar calmo, já se vê movimentos de pessoas na praia do Campeche. Além de ser dia do trabalhador, naquele dia também se celebrou a abertura da Pesca da Tainha deste ano, com a tradicional missa para abençoar os pescadores e pedir ao grande deus para se ter uma boa pescaria.
Dentro do rancho, que nos dias normais é o lugar onde se guardam o barco e os apetrechos de pesca, numa mesa farta, foi servido um café-da-manhã para a comunidade. Além de ser um reduto de pescadores o rancho de canoa também é cultura, lá acontece o projeto “Música no Rancho da Canoa”, promovido peloa Associação de Pescadores, que está formando moradores da comunidade para serem futuros músicos. Este ano a comunidade do Campeche teve a alegria de receber companheiros e companheiras de outras comunidades como Garopaba, Bombinhas, Ingleses… e entre os presentes um em especial alegrou o dia: “Seu Tito”, velho pescador lá de Garopaba, que com sua sanfona encheu de música nossa praia. Tivemos também a presença da Banda de Amor a Arte que todos os anos toca nestes momentos de encontros humanos.
A Pesca da Tainha na comunidade do Campeche é feita a remo e de forma artesanal, um dos poucos lugares que ainda preserva essa tradição. Os pescadores entre um emaranhado de linha, agulhas e bóias trabalham fazendo a rede e consertando a “Glória” (nome carinhoso da canoa) quando preciso. Ali, eles se reúnem e se preparam para o grande momento do ano, que marca início dia 15 deste ano. Nas dunas, os vigias já olham para o mar à espera da visão pré-anunciadora de fartura, quando aparecer o “capote” balançando no ar num gesto que todos anseiam e conhecem! Será chegada a hora, Tainha! Tainha! Tainha!
Na praia se fará aquele movimento primeiro, a sacudida da Canoa, pés se agitando na areia, braços levando firmes a Glória para o mar que acolhe em seu interior as redes e os pescadores que trarão o alimento para a comunidade…
P.S. farinha para o pirão e um mar bom…
Do Campeche,
Rubens Lopes (repórter comunitário).
Pedágio da rádio: um sucesso!
May 16th
Na manhã do dia 15 de maio, um sábado muito aconchegante, membros do coletivo da rádio comunitária Campeche realizaram um pedágio na esquina da Av. Pequeno Príncipe com a Gramal. Podemos dizer que a atividade foi um sucesso, pois, além de vendermos adesivos e conseguirmos arrecadar uma boa quantia monetária, pudemos dialogar bastante com a população.
A vontade da rádio é exatamente demonstrar para a população a importância da existência de um meio de comunicação comunitário no bairro. E não só: a importância que os moradores da nossa região venham frequentar o estúdio, trazer informações, compartilhar e dialogar.
Neste sentido, ficamos felizes de montar uma barraquinha com as camisetas e as fichas de associação da rádio, de aparecer com um mamulengo gigante, que trouxe um sentido de brincadeira à atividade. Ficamos muito felizes também por ver como a população que vive e/ou circula pelo bairro conhece e acompanha a rádio.
Valeu, Campeche! Nos encontramso novamente no Balaio da rádio, que ocorrerá dia 22 de maio, próximo sábado, a partir das 14 hs, e que contará com diversas atrações artísticas.








Comentários