Histórias da Música
Mais Batatinha
Sep 3rd
Oscar da Penha, vulgo Batatinha, aposentou-se como gráfico. Aos quinze anos iniciara na labuta em jornais – mesma idade em que iniciou-se no mundo das composições de samba. Sambista baiano, não era Dorival Caymmi. Ficou mais ou menos à sombra, não tanto deste, mas talvez da própria Bahia. No imaginário, a Bahia remete a outras coisas: quem pensa em samba procura mais embaixo no mapa.
Esta é uma meia-verdade: São Paulo já mostrou que há muita vida inteligente no samba feito fora do Rio, Meca inegável. O Bom Partido, aqui em Floripa, gravou um disco que é verdadeira saraivada de pérolas. O próprio Zininho tem obras boas. Mais abaixo, temos Lupicínio e Túlio Piva, do qual ouvi falar e tenho que conhecer mais.
Na Bahia de Batatinha, temos ele, Riachão, Panela, Codó. Não são sambistas strictu sensu, evidentemente trazem referências de seu lugar de origem, o que só torna a coisa mais interessante. Batatinha, por exemplo, introduziu os ritmos da capoeira na canção, operação consagrada com os afrosambas de Vinícius e Baden. Mas a idéia ocorreu ao perspicaz Oscar da Penha cerca de 10 anos antes, em meados dos anos 50. Além disso, inaugurou uma apetitosa senda na música: “o samba-receita”, com a canção “O Vatapá”, que depois mostrou-se fertilíssima.
Batata é como Nelson Cavaquinho: voz esquisita, temas melancólicos e repletos de acidez, uma pitada de indignação. E muita inventividade. Ao mesmo tempo, estudou música nos anos 40 lá em Santo Amaro da Purificação. No entanto, preferia a indefectível caixinha de fósforos, instrumento aparentemente simples praticado por verdadeiros mestres como Bezerra da Silva e Elton Medeiros. Na capa de um de seus poucos discos, o “Batatinha & Cia. Ilimitada”, de 1969, ele posa numa bela foto em preto e branco, segurando uma caixinha de fósforos com certo ar de desafio e desdém, a cabeça tomada pelos cabelos crespos precocemente grisalhos.
Já Riachão é mais animado, mais picante. Codó aproxima-se do erudito, seu violão foi inspirado por Jacó e Noel, e inspirou Rosinha de Valença. De qualquer forma, o samba da Bahia promete.
Por fim, vale uma pequena digressão: a melancolia de Batata teria a ver com sua convivência com Antonio Maria, o rei da fossa, na Salvador do final da década de 40? Maria dirigira-se para lá para capitanear a Rádio Sociedade da Bahia, da qual Batatinha participava interpretando canções de Vassourinha, cantor paulista, no programa de auditório “Campeonato de Sambas”.
Mostrou para Maria algumas obras suas. Ele gostou, foi com a lata do promissor rapaz. Mas não gostou do apelido que ele carregava: Vassourinha. Vassourinha já havia um, este nome artístico não o levaria a lugar algum. Sugeriu que trocasse para “Batatinha”, que na gíria da época significava “boa gente”. Pegou, e dele podemos assim falar hoje. As histórias de apelidos no mundo do samba são muitas. Paulinho da Viola – que Batatinha reverencia belamente em “Ministério do Samba” – agradece até hoje o bom gosto de Zé Kéti ao renomeá-lo com a alcunha pela qual até hoje conhecemos o filho do César Faria…
Amanhã tem Histórias da Música!
Aug 3rd
Último choro tocado por Paulo Moura
Jul 16th
Último Choro tocado por Paulo Moura, com Wagner Tiso ao teclado, no dia 10 de julho de 2010, na Clínica São Vicente, RJ, onde veio a falecer 2 dias depois. Emocionante despedida.
Clique aqui e vejaHistórias da Rádio Campeche
Apr 4th
Você Sabia? Aniversário de 5 anos da primeira transmissão.
A primeira transmissão da Rádio Comunitária Campeche FM aconteceu no dia 2 de abril de 2005, há 5 anos. Na época, a sede era no Rua Catavento, e a frequência 104,9FM. A Rádio transmitia das 7h às 24 de segunda a sexta e 24 horas por dia nos fins de semana.
Vida longa à Rádio Campeche!
“Histórias da Música” de hoje tem “Jazzuela”
Mar 17th
Não é sobre o jazz da Venezuela que o programa “Histórias da Música” de hoje, dia 17 de março, 21h30, vai falar. Apesar do tema ser “Jazzuela”, este termo não tem a ver com expressões musicais daquele país ao norte da América do Sul.
“Jazzuela” é o projeto que reuniu diversos músicos de jazz para interpretar os ambientes que o fantástico escritor argentino Julio Cortázar teve sempre o hábito de criar. Além do boxe e da política, Cortázar amava o jazz. Por isso, o título do projeto mescla a referência a este estilo musical ao título de sua obra mais cultuada, “O Jogo da Amarelinha” (Rayuela, 1963), confeccionada em uma sequência de capítulos que não precisam necessariamente ser lidos em ordem linear.
Confira então o “Histórias da Música” nesta quarta, dia 17 de março, às 21h30, na rádio comunitária Campeche 98.3fm ou na rede mundial de computadores: www.radiocampeche.com.br
“Histórias da Música” traz Barbatuques + Pequeña Orquesta Reincidentes
Mar 10th
O programa “Histórias da Música” (rádio comunitária Campeche, todas as quartas, às 21h30) do próximo dia 10 de março traz o revolucionário projeto de percussão corporal brasileiro “Barbatuques” e o já extinto, porém fundamental quinteto argentino “Pequeña Orquesta Reincidentes”, com sua mistura de referências rioplatenses. Maravilha! Sintonize 98.3 FM (na região do Campeche) ou ouça em www.radiocampeche.com.br (para quem vive no resto do mundão). Até lá.
Novo site da Rádio Campeche no Ar!!!
Nov 11th
Olá amigos da Rádio Comunitária Campeche, é com alegria que lançamos o novo site da rádio.
Aqui você vai encontrar muita informação, notícias da comunidade, da rádio, o que acontece nos programas, os eventos e muita mais. O site será atualizado permanentemente, com a participação de todos os programadores, e esta integrado com nossa galeria de fotos e com o twitter, tudo para que você possa estar sempre mais próximo da rádio.
Entre em contato, dê sugestões, elogie, critique, mande seu recado! Afinal a rádio é comunitária e você faz parte dela.
Você pode ouvir a rádio também pela internet, basta clicar aqui!!!
Abraços e aproveite.








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