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	<title> &#187; leo</title>
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		<title>Mais Batatinha</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 01:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias da Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Oscar da Penha, vulgo Batatinha, aposentou-se como gráfico. Aos quinze anos iniciara na labuta em jornais – mesma idade em que iniciou-se no mundo das composições de samba. Sambista baiano, não era Dorival Caymmi. Ficou mais ou menos à sombra, não tanto deste, mas talvez da própria Bahia. No imaginário, a Bahia remete a outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oscar da Penha, vulgo Batatinha, aposentou-se como gráfico. Aos quinze anos iniciara na labuta em jornais – mesma idade em que iniciou-se no mundo das composições de samba. Sambista baiano, não era Dorival Caymmi. Ficou mais ou menos à sombra, não tanto deste, mas talvez da própria Bahia. No imaginário, a Bahia remete a outras coisas: quem pensa em samba procura mais embaixo no mapa.</p>
<p>Esta é uma meia-verdade: São Paulo já mostrou que há muita vida inteligente no samba feito fora do Rio, Meca inegável. O Bom Partido, aqui em Floripa, gravou um disco que é verdadeira saraivada de pérolas. O próprio Zininho tem obras boas. Mais abaixo, temos Lupicínio e Túlio Piva,  do qual ouvi falar e tenho que conhecer mais.</p>
<p>Na Bahia de Batatinha, temos ele, Riachão, Panela, Codó. Não são sambistas <em>strictu sensu, </em>evidentemente trazem referências de seu lugar de origem, o que só torna a coisa mais interessante. Batatinha, por exemplo, introduziu os ritmos da capoeira na canção, operação consagrada com os afrosambas de Vinícius e Baden. Mas a idéia ocorreu ao perspicaz Oscar da Penha cerca de 10 anos antes, em meados dos anos 50. Além disso, inaugurou uma apetitosa senda na música: “o samba-receita”, com a canção “O Vatapá”, que depois mostrou-se fertilíssima.</p>
<p>Batata é como Nelson Cavaquinho: voz esquisita, temas melancólicos e repletos de acidez, uma pitada de indignação. E muita inventividade. Ao mesmo tempo, estudou música nos anos 40 lá em  Santo Amaro da Purificação. No entanto, preferia a indefectível caixinha de fósforos, instrumento aparentemente simples praticado por verdadeiros mestres como Bezerra da Silva e Elton Medeiros. Na capa de um de seus poucos discos, o “Batatinha &amp; Cia. Ilimitada”, de 1969, ele posa numa bela foto em preto e branco, segurando uma caixinha de fósforos com certo ar de desafio e desdém, a cabeça tomada pelos cabelos crespos precocemente grisalhos.</p>
<p>Já Riachão é mais animado, mais picante. Codó aproxima-se do erudito, seu violão foi inspirado por Jacó e Noel, e inspirou Rosinha de Valença. De qualquer forma, o samba da Bahia promete.</p>
<p>Por fim, vale uma pequena digressão: a melancolia de Batata teria a ver com sua convivência com  Antonio Maria, o rei da fossa, na Salvador do final da década de 40? Maria dirigira-se para lá para capitanear a Rádio Sociedade da Bahia, da qual Batatinha participava interpretando canções de Vassourinha, cantor paulista, no programa de auditório “Campeonato de Sambas”.</p>
<p>Mostrou para Maria algumas obras suas. Ele gostou, foi com a lata do promissor rapaz. Mas não gostou do apelido que ele carregava: Vassourinha. Vassourinha já havia um, este nome artístico não o levaria a lugar algum. Sugeriu que trocasse para “Batatinha”, que na gíria da época significava “boa gente”. Pegou, e dele podemos assim falar hoje. As histórias  de apelidos no mundo do samba são muitas. Paulinho da Viola – que Batatinha reverencia belamente em “Ministério do Samba” &#8211; agradece até hoje o bom gosto de Zé Kéti ao renomeá-lo com a alcunha pela qual até hoje conhecemos o filho do César Faria&#8230;</p>
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		<title>Cineclube &#8211; Armação, próximas sessões</title>
		<link>http://blog.radiocampeche.com.br/2010/08/cineclube-armacao-proximas-sessoes/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 16:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://blog.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2010/08/21-e-281.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1083" title="21 e 28" src="http://blog.radiocampeche.com.br/wp-content/uploads/2010/08/21-e-281-669x1024.jpg" alt="21 e 28" width="401" height="614" /></a></p>
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		<title>Movimento Passe Livre Floripa Convida</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 20:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Neste sábado, 28 de agosto, a partir das três da tarde o
MPL de Florianópolis irá seu reunir para retomar, debater
e planejar novas políticas para o transporte coletivo e
mobilidade urbana em geral. Como muitos de vocês já devem
saber, nós queremos pensar em políticas públicas que viabilizem
 a destarifação do transporte público, a municipalização do
transporte, aquele pacote todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre> 
Neste sábado, 28 de agosto, a partir das três da tarde o
MPL de Florianópolis irá seu reunir para retomar, debater
e planejar novas políticas para o transporte coletivo e
mobilidade urbana em geral. Como muitos de vocês já devem
saber, nós queremos pensar em políticas públicas que viabilizem
 a destarifação do transporte público, a municipalização do
transporte, aquele pacote todo que apelidamos carinhosamente
de Tarifa Zero. Construir uma estratégia para chegarmos
lá é uma das tarefas desta reunião.</pre>
<pre>Mas compreendemos que a luta não é somente contra a tarifa,
contra essa concepção de transporte coletivo, que concede a
empresas privada o direito explorar este serviço público.
Precisaremos desconstruir  toda uma mentalidade individualista,
que nos leva, por exemplo, a comprar um carro para resolvermos
nossos problemas de mobilidade e criarmos problemas ainda maiores
para cidade. Precisamos encontrar em coletivo soluções para problemas
comuns. É por isso que acreditamos que é importante nos organizarmos
e lutarmos juntos pela cidade, para que fazer política não fique limitado
ao nosso voto a cada dois anos. Afinal quem faz a cidade somos nós, as
pessoas que vivem nela.</pre>
<pre> Na luta pelo direito a cidade, precisamos buscar e até inventar novas
 formas de apropriação do espaço urbano, para que nossa mobilidade não
se limite a ir para algum lugar trabalhar ou consumir.  É por isso que
todas as idéias, experiências, movimentos sociais, grupos e pessoas que
 querem contribuir nessa luta serão mais do que bem vindos nesta reunião.
Vamos juntos encontrar novos caminhos para a cidade!</pre>
<pre> Quando: 28 de agosto, sábado. A partir das 15h.</pre>
<pre> Onde: DCE da UFSC (ao lado do restaurante universitário)</pre>
<pre> Mais informações: mplfloripa.blogspot.com</pre>
<pre>contato: 91323225</pre>
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		<title>Bate-papo sobre Arte, Comunicação e Política</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 11:25:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta sexta, a partir das 18h30, acontecerá uma troca de experiências sobre &#8220;Arte, Comunicação e Política&#8221;, envolvendo relatos de gente que está envolvida nesta área já há algum tempo. Os convidados trarão reflexões a partir da prática, vinculada a tentativa de buscar outras formas de realizar a crítica à sociedade.
Os convidados a trazerem suas experiências [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta sexta, a partir das 18h30, acontecerá uma troca de experiências sobre &#8220;Arte, Comunicação e Política&#8221;, envolvendo relatos de gente que está envolvida nesta área já há algum tempo. Os convidados trarão reflexões a partir da prática, vinculada a tentativa de buscar outras formas de realizar a crítica à sociedade.</p>
<p>Os convidados a trazerem suas experiências são:</p>
<p>- Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis (Sinergia), que relatará a Ação Cultural que realiza há quase duas décadas com sua base de trabalhadores;</p>
<p>- Rui Fernando, participante das mobilizações contrárias ao despejo dos agricultores tradicionais de Imbituba, que correram o mundo inteiro nos projetos &#8220;Imbituba Urgente&#8221;, &#8220;Sul em Movimento&#8221; e &#8220;Agência É Novas&#8221;;</p>
<p>- Victor Khaled, do projeto PassaPalavra;</p>
<p>- Fernando Evangelista e Juliana Kroeger, realizadores do documentário &#8220;Impasse&#8221;, sobre a situação do transporte público em Florinópolis e as resistências às suas condições.</p>
<p>O encontro acontecerá na sexta-feira, dia 27 de agosto, ás 18h30, no auditório do CED-UFSC.</p>
<p>Transmissão ao vivo no <a href="http://">passapalavra.info</a></p>
<p>Organização: coletivo Babilônia Filmes.</p>
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		<title>Programação CineClube Armação</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 22:52:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[Cidadão Jatobá
Sinopse:  Um grupo de índios jovens de diferentes etnias do Parque Nacional do Xingu aprende a construir a tradicional canoa feita da casca do jatobá. Devido às limitações do parque, esse tipo de canoa de rápido feitio, que servia principalmente para a exploração das redondezas, deixou de ser usada e só os mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cidadão Jatobá</strong></p>
<p>Sinopse:  Um grupo de índios jovens de diferentes etnias do Parque Nacional do Xingu aprende a construir a tradicional canoa feita da casca do jatobá. Devido às limitações do parque, esse tipo de canoa de rápido feitio, que servia principalmente para a exploração das redondezas, deixou de ser usada e só os mais velhos da aldeia ainda sabem construí-la.</p>
<p>Direção: Maria Luiza Aboim</p>
<p>Duração: 14&#8242;</p>
<p>Cidade: Alto Xingu</p>
<p>Ano: 1987</p>
<p>Gênero: Documentário</p>
<p>Classificação: Livre</p>
<p><strong>No Rio das Amazonas </strong></p>
<p>Sinopse:  Uma viagem pela Amazônia, de Belém a Manaus. O filme tem a participação do naturalista Paulo Vanzolini e trata particularmente da ecologia da região, com ênfase no modo de vida das populações ribeirinhas do Baixo Amazonas.</p>
<p>Direção: Ricardo Dias</p>
<p>Duração: 76&#8242;</p>
<p>Cidade: São Paulo</p>
<p>Ano: 1995</p>
<p>Gênero: Documentário</p>
<p>Classificação: Livre</p>
<p><strong><span style="color: #993300;">Dia 21 de Agosto</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #993300;">Hora: 20:00</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #993300;">Local: E.B.M. Dilma Lúcia dos Santos</span></strong></p>
<p><strong>Entrada Franca!</strong></p>
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		<title>AUDIÊNCIA PÚBLICA EM DEFESA DAS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS</title>
		<link>http://blog.radiocampeche.com.br/2010/08/audiencia-publica-em-defesa-das-liberdades-democraticas/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 13:15:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[
19 de agosto, 18h30, no Auditório Antonieta de Barros
Assembléia Legislativa de Santa Catarina 

Convocatória 

Em Santa Catarina, a repressão às manifestações públicas dos cidadãos,
particularmente aos movimentos sociais organizados, se torna cada vez mais violenta
e freqüente. 

Trabalhadores rurais são ameaçados de expulsão e despejados de terras que poderiam
ser suas por direito. Empresários contratam jagunços que ameaçam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre>
19 de agosto, 18h30, no Auditório Antonieta de Barros
Assembléia Legislativa de Santa Catarina 

Convocatória 

Em Santa Catarina, a repressão às manifestações públicas dos cidadãos,
particularmente aos movimentos sociais organizados, se torna cada vez mais violenta
e freqüente. 

Trabalhadores rurais são ameaçados de expulsão e despejados de terras que poderiam
ser suas por direito. Empresários contratam jagunços que ameaçam idosos, mulheres e
crianças. O Estado, ao invés de impedir tais situações, usa da polícia para
reforçá-la, como ocorreu recentemente em Taió e Imbituba.

Estudantes de Florianópolis há mais de cinco anos lutam contra o aumento da tarifa e
pelo passe livre. A tarifa hoje de R$2,95 (em dinheiro) e R$2,38 impossibilita
inúmeras famílias pobres enviar todos os seus filhos para escola e garantir outros
elementos de subsistência. No entanto, a prefeitura utiliza todo o aparato policial
para reprimir os estudantes e assim garantir o lucro das empresas do setor de
transportes. Em 2010 mais de 20 presos (que sofrem inquéritos), com a UDESC e a UFSC
invadidas. Essa realidade se repete todos os anos e nada acontece aos responsáveis
por arbítrios que nos lembram a Ditadura Militar.

Em algumas empresas, os trabalhadores organizam chapas para seus sindicatos na
clandestinidade, sofrendo com pressões de todas as ordens, inclusive de jagunços. O
direito de greve não tem sido respeitado, pois sempre que elas acontecem os
diretores dos sindicatos são processados. Acordos, mesmo assinados, não são
cumpridos.

Inclusive os policiais sofrem repressão. Desde dezembro de 2008, 21 praças,
participantes da APRASC, foram expulsos da PM por lutar por melhores condições de
vida. Uma lei nacional anistia a eles e a outros no Brasil, mas o governo de Santa
Catarina se nega em cumpri-la.

Em 2009 o Comandante da PM da Capital afirmou publicamente: “eu combato os
movimentos sociais”. Ele continua no posto.</pre>
]]></content:encoded>
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		<title>MPF quer garantir posse de terras para comunidade tradicional de Imbituba</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 01:26:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[(Tubarão)  10/08/10 &#8211; A comunidade dos Areais da Ribanceira habita o local há quase 200 anos  O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra as empresas Engesul Indústria e Comércio e Sulfacal Indústria e Comércio de Gesso com o objetivo de garantir a posse das terras da comunidade tradicional dos Areais da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Tubarão)  10/08/10 &#8211; A comunidade dos Areais da Ribanceira habita o local há quase 200 anos  O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra as empresas Engesul Indústria e Comércio e Sulfacal Indústria e Comércio de Gesso com o objetivo de garantir a posse das terras da comunidade tradicional dos Areais da Ribanceira, em Imbituba, aos agricultores e pescadores artesanais que foram retirados de lá.</p>
<p>Conforme a ação do procurador da República em Tubarão, Celso Antonio Tres, a Engesul, que tinha a propriedade da área ocupada pela comunidade tradicional antes de repassá-la à Sulfacal, ajuizou ação de reintegração de posse, cujo mandado para remoção da comunidade foi cumprido no último dia 28.</p>
<p>As terras da comunidade dos Areais da Ribanceira abrangem 240 hectares e são ocupadas por cerca de 100 famílias de pequenos agricultores e pescadores, que têm nesse local sua história e seu modo de vida, e dele dependem para sua sobrevivência. A ocupação da área remonta ao século XIX. Há quase 200 anos, essa comunidade tradicional reproduz sua forma de sobrevivência com o cultivo da terra e a extração de plantas medicinais em interação com a pesca artesanal.</p>
<p>Segundo a comissão de direitos e garantias fundamentais de amparo à família e à mulher, da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), que visitou a população dos Areais da Ribanceira, os membros da comunidade vinham sofrendo com diversos atentados aos direitos humanos, como perseguições, cárcere privado e tortura, destruição de benfeitorias e impedimento de trabalhar na região.</p>
<p><span id="more-984"></span></p>
<p>Reunião da comunidade dos Areais com a comissão de direitos fundamentais da Alesc.     De acordo com a ação do MPF, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) instaurou processo para o reconhecimento e regularização fundiária da comunidade tradicional dos Areais da Ribanceira.</p>
<p>Além disso, tramita na superintendência estadual do INCRA procedimento que visa à fiscalização do cumprimento da função social do imóvel de propriedade da Sulfacal Comércio de Gesso. Paralelamente à atuação do INCRA, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está conduzindo processo referente à proposta de criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Areais da Ribanceira.  Tendo em vista que a Justiça Federal em 1º grau indeferiu o pedido do procurador Celso Tres para que fosse determinada a suspensão da reintegração de posse e o retorno dos agricultores e pescadores tradicionais aos imóveis, o MPF está recorrendo da decisão junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.</p>
<p>Venda irregular da área – em 2005, a Justiça Federal determinou, em outra ação do MPF, o sequestro dos imóveis da Engesul.</p>
<p>Conforme o procurador Celso Tres, na liquidação da extinta estatal federal Indústria Carboquímica Catarinense (ICC), restou patrimônio de cinco áreas no perímetro urbano de Imbituba, que somavam 257 hectares. Cerca de 75% dessas terras eram ocupados pela comunidade dos Areais da Ribanceira. Em junho de 1998, a ICC licitou os bens, sendo vencedora a Cimento Rio Branco (Votorantim), que ofertou por eles R$ 2,3 milhões. Porém, a empresa desistiu da compra.</p>
<p>Em fevereiro de 2000, a ICC deu os bens em pagamento de suas dívidas junto à Gaspetro, outra estatal federal. Em maio daquele ano, sem licitação ou avaliação dos bens, a Gaspetro vendeu tudo à Engesul por cerca de R$ 1,4 milhão. Segundo o procurador Tres, a empresa não pagou os valores à estatal, que em 2003 aceitou a venda por valor menor: R$ 1,1 milhão. Do total de terras, a Engesul vendeu 17 hectares para a Cimento Rio Branco, recebendo o mesmo valor cobrado pela Gaspetro na venda de todas as áreas: R$ 1,1 milhão.</p>
<p>Para o MPF, a venda não foi precedida do devido processo licitatório, tendo em vista que a Gaspetro é uma sociedade de economia mista, integrante da administração pública indireta, e era proprietária de um bem público.  ACP nº 5000356-89.2010.404.7216</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Mínimo deveria ter sido de R$ 2.011,03 em junho</title>
		<link>http://blog.radiocampeche.com.br/2010/08/minimo-deveria-ter-sido-de-r-2-01103-em-junho/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 20:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado originalmente na página do Núcleo Piratininga de Comunicação, o NPC:
http://www.piratininga.org.br/
O salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ter sido de R$ 2.011,03 em julho para que ele suprisse suas necessidades básicas e da família. A conclusão é de um  estudo divulgado no último dia 4 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente na página do Núcleo Piratininga de Comunicação, o NPC:</p>
<p>http://www.piratininga.org.br/</p>
<p>O salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ter sido de R$ 2.011,03 em julho para que ele suprisse suas necessidades básicas e da família. A conclusão é de um  estudo divulgado no último dia 4 pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que utilizou dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada em 17 capitais do Brasil.</p>
<p>Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 239,38, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,94 vezes maior que o piso vigente no Brasil, de R$ 510.</p>
<p>Na média das 17 cidades pesquisadas, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 91 horas e 50 minutos para realizar a mesma compra que, em junho, exigia a realização de 94 horas e 56 minutos. Em julho de 2009, a mesma compra necessitava o cumprimento de 97 horas e 12 minutos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Leia com atenção, pois é importante</title>
		<link>http://blog.radiocampeche.com.br/2010/08/leia-com-atencao-pois-e-importante/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 02:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Retirado de passapalavra.info
Wikileaks sob ataque: suposto informante é preso


26 de Julho de 2010
Categoria: Mundo

Prisão de suposto informante de Assassinato Colateral desencadeia campanha contra WikiLeaks. Numa trama de hackers e vazamento de informação, o quebra-cabeça permanece incompleto. Por Passa Palavra
 

Em 26 de maio de 2010, o Analista de Inteligência do Exército dos  Estados Unidos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Retirado de passapalavra.info</p>
<p>Wikileaks sob ataque: suposto informante é preso</p>
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<p><span>26 de Julho de 2010</span><br />
Categoria: <a title="View all posts in Mundo" rel="category" href="http://passapalavra.info/?cat=6">Mundo</a></div>
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<p style="text-align: justify;"><em>Prisão de suposto informante de</em> Assassinato Colateral<em> desencadeia campanha contra WikiLeaks. Numa trama de hackers e vazamento de informação, o quebra-cabeça permanece incompleto</em>. <strong>Por Passa Palavra</strong></p>
<p><span id="more-26966"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Em 26 de maio de 2010, o Analista de Inteligência do Exército dos  Estados Unidos, Bradley Manning, foi preso no Iraque e transferido sob  custódia para o Kuwait. Detido sem julgamento ou acusação legal, o  militar de 22 anos é suspeito de ser o informante do vídeo <em>Assassinato Colateral</em>, publicado e divulgado mundialmente pelo site <a href="http://wikileaks.org/" target="_blank">WikiLeaks</a> [publicado no <em>Passa Palavra</em>, com legendas em português, <a title="http://passapalavra.info/?p=22066" rel="nofollow" href="http://passapalavra.info/?p=22066">aqui</a>].  Suspeita-se que Manning também enviou 150 mil documentos restritos ao  site. Procurado por agentes da inteligência dos EUA, o fundador e porta  voz do site, Julian Assange nega ter acesso a esses documentos. Numa  trama de hackers e vazamentos de informação, o quebra-cabeça permanece  incompleto.</p>
<p><strong>I. A justiça pela transparência</strong></p>
<p>O WikiLeaks é uma plataforma para colaboradores anônimos publicarem  documentos de acesso classificado de governos, sistemas de governança de  empresas e demais organizações. O material enviado pela Internet  trafega, antes de chegar ao site, por países juridicamente favoráveis à  proteção da fonte jornalística, como Suécia e Bélgica, e juntamente com  um amontoado de dados sem qualquer valor, apenas lixo eletrônico. Tudo  para proteger a origem do envio e dificultar a sua interceptação. Essa  estrutura técnica, que também replica sistematicamente todo seu conteúdo  em outros servidores, permite que a organização seja “multijurídica”,  distribuída e anônima. Em termos técnicos, o site baseia-se numa versão  própria do MediaWiki – software utilizado pela enciclopédia Wikipédia –  com a utilização de ferramentas de criptografia (OpenSSL e GPG) e  anonimato (<a href="http://tor.eff.org/" target="_blank">Tor</a>).</p>
<div id="attachment_26985" style="width: 178px;"><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/julian_assange_copenhagen.jpg"><img title="julian_assange_copenhagen" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/julian_assange_copenhagen.jpg" alt="Julian Assange durante apresentação em Copenhagen" width="168" height="167" /></a>Julian Assange durante apresentação em Copenhagen</div>
<p>Fundado pelo hacker australiano Julian Assange, o projeto baseia-se  no princípio de que a transparência é condição elementar para a prática  democrática e, como ele próprio costuma dizer, o objetivo é a justiça, o  meio é a transparência. Ainda sobre o objetivo, seu fundador declara  que o interesse principal é expor regimes repressores e também revelar  práticas ilegais e abusivas de governos e corporações do mundo todo. A  missão do projeto, de um modo geral, é “abrir governos” <strong>[1]</strong>.</p>
<p>Desde 2007 online, gerido por uma equipe de voluntários e mantido por  doações, o site sofreu mais de 100 ataques jurídicos e, durante 2009,  recebeu em média 30 documentos por dia. No entanto, a política editorial  é de primeiro checar [verificar] sua autenticidade e limpar quaisquer  traços, impedindo que sua origem seja rastreada. Atualmente, o seu  mecanismo de publicação passou por melhorias técnicas e, durante junho,  não foi possível submeter novos documentos.</p>
<p>Identificados apenas pela sigla inicial de seus nomes, a equipe de  voluntários também é responsável pela análise e resumos dos materiais.  Sem a realização dessa tarefa, o documento corre o risco de tornar-se  inacessível. Documentos militares, que incorporam muitos códigos, sem um  glossário contextualizado são de difícil compreensão. Além da análise, a  fonte original também é disponibilizada online para ser analisada por  qualquer um. Se no método científico é necessário mostrar as fontes dos  dados para que se possa reproduzir o experimento, na idéia de  “jornalismo científico” de Assange, as notícias também precisam ter suas  fontes abertas para que outros possam extrair delas suas próprias  interpretações. Uma lição extraída do movimento de código  aberto/software livre, onde o código dos programas são disponibilizados  para qualquer pessoa estudar e modificar.<span id="more-942"></span></p>
<p><strong>II. O “Projeto B” e o seu informante</strong></p>
<p>Entre fevereiro e abril de 2010, um grupo de voluntários trabalhou no  chamado “Projeto B”. O projeto buscava analisar, legendar,  contextualizar e preparar uma campanha de lançamento de um vídeo vazado  do Exército dos Estados Unidos, de modo que fosse impossível retirá-lo  da Internet. Na última semana de março, reunidos numa casa alugada na  Islândia – apelidada de “Bunker” – e com apoio de um jornal, de uma  jovem política do país, eles terminaram o trabalho. As operações do  grupo foram financiadas por um ativista hacker holandês que cedeu 10 mil  euros ao projeto.</p>
<div id="attachment_26979" style="width: 310px;"><a rel="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/collateralmurder.jpg" href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/collateralmurder.jpg"><img title="collateralmurder" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/collateralmurder-300x212.jpg" alt="Quadros do vídeo revelado" width="300" height="212" /></a>Quadros do vídeo revelado</div>
<p>Entre os títulos <em>Assassinato Colateral</em> (<em>Collateral Murder</em>, em inglês) ou <em>Permissão para Atacar</em> (<em>Permission to Engage</em>,  em inglês), escolheram o primeiro, um trocadilho com o termo militar  “dano colateral”. O vídeo de trinta e oito minutos é uma gravação das  câmeras internas de dois helicópteros Apache do Exército dos Estados  Unidos, os quais disparam contra um grupo de civis iraquianos matando  pelo menos oito, entre eles dois correspondentes da Reuters, em Nova  Bagdad, em 2007. Para assistir ao vídeo, <a href="http://passapalavra.info/?p=22066" target="_blank">veja mais aqui</a>.</p>
<p>E, ainda durante a repercussão da campanha, o WikiLeaks anunciou que  estava trabalhando num novo vídeo sobre o “Massacre de Garani” – nomeado  como “Projeto K” –, ocorrido no Afeganistão, em 2009. Neste último, o  vídeo revela um ataque aéreo norte-americano que matou 140 civis, sendo  92 crianças.</p>
<p>A identidade do suposto informante veio a público no início de junho, quando a revista <em>Wired</em> publicou em primeira mão uma matéria factual sobre o caso e, nos dias  seguintes, trechos da conversa entre o soldado informante e o hacker  Adrian Lamo. Durante cinco dias, o militar e o hacker trocaram mensagens  e conversaram online sobre os dados revelados e os que ainda viriam a  público. No sexto dia, Lamo já havia enviado todo o conteúdo da conversa  ao FBI. Segundo o delator, o conteúdo dos documentos colocaria em risco  a segurança nacional e, por isso, tratou o caso como de espionagem e  traição.</p>
<div id="attachment_26975" style="width: 165px;"><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/brad-manning-out-of-uniform.jpg"><img style="border: 1px solid black; margin: 5px;" title="brad-manning-out-of-uniform" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/brad-manning-out-of-uniform-194x300.jpg" alt="brad-manning-out-of-uniform" width="155" height="240" /></a>Bradley Manning</div>
<p>No momento de sua prisão pelas autoridades do Exército, o Soldado de  Primeira Classe (SPC) e ex-analista de inteligência Bradley Manning, de  22 anos, exercia sua função na estação de Operações Avançadas da Base  Hammer a 64 km de Bagdá, no Iraque. Em menos de duas semanas, o fundador  do WikiLeaks foi convidado pelo FBI para “colaborar” com o caso. Nessa  situação, três participações em eventos públicos nos Estados Unidos, em  Nova York e Las Vegas, foram canceladas pelo boato e temor de detenção e  até mesmo de assassinato <strong>[2]</strong>. Durante quase um mês,  Julian permaneceu em localização desconhecida, até que no dia 21 de  junho retornou publicamente ao conceder uma entrevista ao <em>The Guardian</em> <strong>[3]</strong>, em Bruxelas.</p>
<p>Após um mês detido na base Arifjan no Kuwait, no dia 5 de julho  Manning foi legalmente acusado. Baseadas no código de conduta, as duas  acusações possuem no total 12 especificações, como acesso não-autorizado  na rede de computadores, cópia de mais de 150.000 documentos  diplomáticos dos Estados Unidos, cópia de uma apresentação secreta de  PowerPoint e cópia de vídeo classificado de uma operação militar em  Bagdá (2007). Caso for considerado culpado em tribunal, poderá  permanecer até 52 anos preso. Mas ainda o processo passará por mais  etapas, como investigação, e, somente após isso, ele será levado à corte  marcial.</p>
<p>Questionados sobre a relação com Adrian Lamo e a ética de revelar a identidade do militar, a revista <em>Wired</em> pouco esclareceu, limitando-se a dizer que Lamo era apenas uma fonte.</p>
<p><strong>III. Adrian Lamo e Kevin Poulsen, um caso à parte</strong></p>
<p><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/adrianlamo_kevinmittnick_kpaulson.png"><img style="border: 1px solid black; margin: 5px;" title="adrianlamo_kevinmittnick_kpaulson" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/adrianlamo_kevinmittnick_kpaulson.png" alt="adrianlamo_kevinmittnick_kpaulson" width="290" height="224" /></a>Conhecido na Internet como “Я. Adrian Lamo”, “Я. Adrian” ou apenas Adrian, durante um período de sua vida ele morou em <em>squats</em> [ocupações urbanas] e casas abandonadas, sendo apelidado de “hacker  sem-teto”. Mesmo hostilizado após a delação, Adrian continuou a  frequentar a organização hacker <a href="http://2600.com/" target="_blank">“2600: The Hacker Quartely”</a>.  Conhecida por sua tendência de esquerda e ativista, a “2600” é uma  antiga revista que realiza diversas conferências conhecidas como HOPE  (Hackers On Planet Earth – Hackers no Planeta Terra), a qual já contou  com a presença de Jello Biafra, ativista e ex-vocalista da banda punk  Dead Kennedys e, na edição deste ano, a “<a href="http://thenexthope.org/" target="_blank">The Next HOPE</a>” teve como convidado o fundador do WikiLeaks, Julian Assange <strong>[4]</strong>, o qual foi substituído por Jacob Appelbaum, membro do projeto de anonimato na Internet, Tor, e colaborador do WikiLeaks.</p>
<p>Nascido em 1981 nos Estados Unidos e criado na Colômbia, Adrian Lamo  foi responsável pela invasão de sites e redes de grandes empresas como  Microsoft, New York Times e Yahoo!, mas no mundo hacker é conhecido “por  ser de baixo nível [técnico], hacker inconsequente, com uma insaciável  vontade de autopromoção e atenção da mídia […]”, relata o jornalista  Gleen Greenwald <strong>[5]</strong>. Durante quase uma década, afirma o  jornalista, Lamo realizou ataques a diversos sites enquanto um colega  jornalista, em parceria, oferecia às empresas cooperação de Lamo.  Confirmado o acordo, o jornalista publicava a falha em sites de  segurança, promovendo assim a reputação de Lamo. Essa parceria continuou  mesmo depois de sua condenação em 2004, quando Lamo foi julgado culpado  pela invasão de sites e redes e selou um acordo com o FBI para  transferir a pena para prisão domiciliar.</p>
<p>Curiosamente, em fevereiro de 2009, por erro de um voluntário, uma  parte da lista de doadores do WikiLeaks tornou-se pública. O email de  Lamo constava entre eles e destinava US$ 30 ao site. Numa entrevista <strong>[6]</strong>,  Lamo disse que a doação havia sido feita em nome pessoal e não por  parte de sua empresa de segurança, a Reality Planning LLC – aberta em  2007 –, e ironicamente “agradeceu” a falta de atenção da equipe, mas  pontuou que isso não o impediria de continuar contribuindo. Ainda vale  notar que a sua página pessoal está hospedada no servidor ativista <a href="http://users.resist.ca/%7Eadrian/" target="_blank">Resist.ca</a> e, na entrevista com Greenwald, diz considerar-se de esquerda.</p>
<p>Kevin Poulsen, jornalista e parceiro em questão, foi condenado por  fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, em 1994, após ser delatado por  outro hacker-informante ao FBI. Ainda na época do julgamento de Lamo, o <em>modus operandi</em> da dupla levou a <em>MSNBC</em> a ser intimada a entregar emails e demais dados que pudessem revelar a  ligação entre os dois. Atualmente, Poulsen é editor sênior da revista <em>Wired</em> e autor das matérias sobre o caso de Bradley Manning.</p>
<p><strong>IV. As conversas entre Manning e Lamo</strong></p>
<p>As conversas online foram registradas pelo próprio Adrian Lamo e,  além do FBI, também foram enviadas para o seu parceiro na revista <em>Wired</em>,  o qual selecionou e publicou trechos – cerca de 25% da transcrição  total. Quando questionado sobre o grande corte, Poulsen afirmou que  dados sensíveis sobre a vida do soldado precisariam ser mantidos em  privado e que, da mesma forma, havia informações que poderiam colocar a  vida de inocentes em risco, isto é, de segurança nacional. Argumento  duvidável, pois certamente a exposição do vídeo <em>Assassinato Colateral</em> não colocou em risco a vida de pessoas, pelo contrário.</p>
<p>O caráter confessional das conversas foi obtido através de um  pressuposto falso, no qual Lamo deu a entender de que oferecia  confidência pela lei de proteção da Califórnia <strong>[7]</strong> e  também por ter sido uma autoridade religiosa – tática utilizada outrora  para negar ceder seu DNA através de uma amostra de seu sangue ao banco  de dados do governo dos Estados Unidos – e, por essa razão, obrigado a  manter sigilo. Utilizou-se desses artifícios para que Manning pudesse  acreditar que poderia confiar nele, pois estaria amparado juridicamente  sob dois aspectos, como fonte jornalística e uma confissão religiosa. E,  não com outras palavras, Manning disse-lhe: “eu não posso acreditar no  que estou confessando para você :’( ”.</p>
<p>Durante dias consecutivos, Lamo e Manning conversaram sobre falhas de  segurança, expectativas sobre a revelação das informações, o cotidiano  do soldado, crise de identidade, dentre outros assuntos. Sobre o início  do seu relacionamento com o WikiLeaks, o ex-analista da inteligência  aproximou-se ao observar o vazamento das mensagens do 11 de setembro de  2001 <strong>[8]</strong>, as quais pertenceriam a um banco de dados da  Agência de Segurança Nacional (National Security Agency &#8211; NSA) e, dessa  forma, sentiu-se confortável em ser um colaborador.</p>
<p>Sem êxito de comunicar-se através de emails criptografados com Lamo,  em 20 de maio de 2010 ocorre a primeira troca de mensagens pelo <acronym title="AOL (America Online) Instant Messenger">AIM</acronym> (mensageiro instantâneo da <acronym title="America Online">AOL</acronym>).</p>
<p><em>(1:58:31 PM) Manning: se você tivesse acesso sem precedente às  redes restritas 14 horas por dia, 7 dias por semana por mais de 8 meses,  o que você faria?</em></p>
<p>Ao longo das conversas, o soldado relatou o momento em que decidiu  tornar-se um denunciante. Ele contou que certa vez recebeu a tarefa de  investigar a origem de panfletos de insurgentes apreendidos com um grupo  de 15 detidos pela polícia federal iraquiana. Ao traduzir e interpretar  o conteúdo do panfleto, ele descobriu que nada mais eram que um  manifesto contra a corrupção do governo local – uma “crítica política  benigna” – e, ao levar a questão ao seu superior, foi dito para calar-se  e que sua função era dar assistência à polícia federal na detenção de  mais iraquianos.</p>
<p>Depois dessa ocorrência, Manning passou a ver a situação de forma  diferente e começou a questionar como as coisas funcionavam e a  investigar buscando a verdade, mas independente disso, no final das  contas, era obrigado a acatar tais decisões superiores. “Eu era  ativamente envolvido em alguma coisa em que eu era completamente  contra…”, desabafa. Isso o motivou a coletar documentos classificados  que revelassem os bastidores da guerra que, em suas próprias palavras,  não se tratava de uma luta entre mocinho e bandido.</p>
<p>Desde então, Lamo passa acusar Manning de espionagem. Para o soldado,  a possibilidade de ser um espião era incompatível com suas atitudes,  mas sim de ser um Whistleblower <strong>[9]</strong>:</p>
<p><em>Manning: Quero dizer, se eu fosse alguém mais malicioso, eu poderia ter vendido para a Rússia ou a China, e fazer dinheiro?<br />
Lamo: Por que não?<br />
Manning: porque é dado público, isso pertence ao domínio público. A  informação deve ser livre porque outro Estado apenas tiraria proveito da  informação… e tentaria obter alguma vantagem. […] Deveria ser um bem  público.</em></p>
<p>Ainda sobre isso, em outro momento, Lamo continua a duvidar das suas reais intenções:</p>
<p><em>Manning: eu não estou certo se eu seria considerado um tipo de  “hacker”, “cracker”, “hacktivista”, “vazador” ou o que… eu sou apenas  eu… de verdade […]<br />
Lamo: ou um espião <img src='http://blog.radiocampeche.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /><br />
Manning: eu não poderia ser um espião… Espiões não postariam coisas para o mundo ver<br />
Lamo: Por que? Wikileaks seria o disfarce perfeito. Eles postam o que não é útil e guardam o resto.</em></p>
<p>Em outro momento da conversa, Lamo questiona-o sobre seu plano:</p>
<p><em>Manning: bem, foi tudo encaminhado para o WL </em>[WikiLeaks]<em> e Deus sabe o que acontece agora. Espero discussão em todo o mundo,  debates e reformas. Senão… assim nós estamos condenados enquanto  espécie. Eu irei oficialmente desistir da sociedade que temos se nada  acontecer. A reação ao vídeo </em>[Assassinato Colateral]<em> me deu uma  imensa esperança… o iReport da CNN foi esmagado… o Twitter explodiu… as  pessoas que viram, sabiam que alguma coisa estava errada.</em></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">Diferente  da perspectiva de Manning, para o hacker e outros críticos, o WikiLeaks  passou a ser instrumentalizado por Julian Assange, com o objetivo de  autopromoção e de ter uma vida luxuosa através dos fundos da  organização. E, também, acusam-no de privar o público de informações de  maior relevância para comercializá-las com serviços de inteligência  estrangeiros. Em sua apresentação no The Next Hope, Jacob Appelbaum  argumentou que os editores do site não recebem salários e pelo fato do  financiamento de suas atividades dependerem em grande medida de  terceiros, como a Fundação Wau Holland, eles prestam conta da utilização  do dinheiro. E há uma grande lista de espera para a publicação das  informações, pois precisam passar pelo processo de análise e remoção de  rastros digitais.</p>
<p>Além dos questionamentos sobre suas intenções, Lamo também perguntou  se haveria outros soldados envolvidos, pois estaria pensando em  organizar uma “grande reunião” de pelo menos 3000 hackers do mundo e, em  tom de gracejo, perguntou-lhe se não haveria um coletivo local da  organização hacker 2600, em Bagdá. Apesar de conhecer  outro soldado com  conhecimento em segurança de computador, Manning disse que ninguém  “brincava” com as redes restritas.</p>
<div id="attachment_26973" style="width: 310px;"><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/armygaga.png"><img style="border: 1px solid black; margin: 5px;" title="armygaga" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/armygaga-300x172.png" alt="armygaga" width="300" height="172" /></a>Soldados dançam Lady Gaga</div>
<p>Os trechos das conversas renderam atenção nacional e internacional.  Aclamado por uns como denunciante-herói e, por outros, como  espião-traidor, a coleta de dados recebeu destaque na matéria “Wiki  Gaga” <strong>[10]</strong>, de <em>The Economist</em>. Carregando um  CD-RW (regravável) escrito “Lady Gaga” – cantora pop de grande sucesso  internacional –, o soldado ingressava ao posto de trabalho e, ao passar  do dia, substituía os hits pelos bits, das canções pops aos documentos  classificados. Sem nem mesmo esconder o CD, ninguém suspeitava da  atividade, uma vez que se tratava de uma prática comum entre os  soldados. Nada glamouroso [cheio de prestígio], porém simples e eficaz.</p>
<p>Quando perguntou ao “cara da NSA” se a rede local era monitorada para  encontrar atividade suspeita, o mesmo deu de ombros e disse que essa  não era a prioridade. “Então… foi uma pilhagem massiva de dados…  facilitada por inúmeros fatores… tanto fisicamente, tecnicamente e  culturalmente. O perfeito exemplo de como não fazer INFOSEC (Segurança  da Informação)”, analisou Manning sobre o próprio ato.</p>
<p>No entanto, a matéria ainda argumenta que toda a estrutura de  segurança e anonimato oferecida pela organização não foi capaz de  contornar o ponto crucial: a falha do próprio indivíduo, no caso, sua  confiança em alguém desconhecido. Assim, para <em>The Economist</em>, o site é tão robusto quanto os seres humanos que o utilizam.</p>
<p><strong>V. O plano de ataque e a sua execução</strong></p>
<p>Em março desse ano, o WikiLeaks revelou um documento do Centro de  Contrainteligência do Exército, do Departamento de Defesa:  “Wikileaks.org &#8211; Uma referência online para os Serviços Estrangeiros de  Inteligência, Insurgentes ou Grupos Terroristas?” <strong>[11]</strong>.  Classificado como secreto e datado de março de 2008, ele foi elaborado  pelo analista sênior de Cyber Contrainteligência, Michael D. Horvath,  onde o site é analisado como potencial ameaça à segurança dos Estados  Unidos.</p>
<p>Para Horvath, o WikiLeaks representa uma ameaça potencial de força de  proteção, contra-inteligência e segurança operacional (OPSEC, do  inglês) e de segurança da informação (INFOSEC, do inglês) para o  Exército dos Estados Unidos. A publicação de conteúdos sensíveis e  classificados poderia expor a segurança nacional para serviços  estrangeiros de segurança e inteligência, forças militares estrangeiras,  insurgentes e grupos terroristas. E ainda que os documentos revelados  sejam utilizados para propaganda, desinformação e fabricação de  informação contra os Estados Unidos.</p>
<p>Como exemplo, o autor discute e julga alguns vazamentos veiculados  pelo WikiLeaks. Um deles é sobre a tabela de equipamentos dos Estados  Unidos e das forças de Coalização no Iraque e no Afeganistão, disponível  a partir do vazamento de 2.000 páginas de documentos do Exército dos  EUA datados de abril de 2007. A partir desses dados, os membros da  equipe do site desenvolveram um banco de dados incorporando outras  informações públicas de forma que qualquer um que observasse os dados  poderia saber quantos itens, quais unidades possuem, o que eles fazem, o  preço estimado e assim formular suas próprias conclusões sobre as  estratégias militares e políticas e as suas implicações no que se refere  aos direitos humanos. Em sua avaliação, um serviço de inteligência  estrangeiro poderia fazer uso militar dessas informações e desenvolver  uma estratégia de ataque.</p>
<p>Além deste, outros documentos citados foram as prováveis violações do  tratado de utilização de armas químicas no Iraque, a batalha de  Fajullah e as violações dos direitos humanos na base de Guantânamo.</p>
<p>O autor afirma que em alguns casos a análise forense poderia  identificar a origem dos documentos vazados. Além dos rastros digitais,  seria possível investir na busca de padrões dos tipos de informações  reveladas, níveis de classificação da informação, perfis psicológicos e,  no caso de haver uma suposta fonte, a forma primitiva de omissão de  identidade poderia indicar o verdadeiro autor. No entanto, referente às  habilidades técnicas, o autor reconhece que a composição do banco de  dados, as ferramentas de construção do site e a transmissão segura de  informação são frutos da alta capacidade técnica e que a expansão e  desenvolvimento do site depende de recursos financeiros.</p>
<p>Como uma das conclusões, é assinalado que sites como o WikiLeaks têm a  confiança como o seu “centro de gravidade” e através do anonimato  protegem a identidade dos seus informantes. Dessa forma, a  identificação, acusação, condenação e exposição de pessoas que vazam  informação para o site poderiam minar e potencialmente destruir a sua  confiança e impedir que novos colaboradores se aproximem.</p>
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<div id="attachment_26981" style="width: 580px;"><a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/wikileaks2.png"><img title="wikileaks2" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2010/07/wikileaks2.png" alt="Plano para destruir WikiLeaks" width="570" height="109" /></a>Documento classificado de plano para destruir WikiLeaks vazado pelo próprio site</div>
<p>No momento do vazamento desse documento, a análise primária do  WikiLeaks era de que esse plano de minar e destruir a sua confiança  seria ou foi ineficiente, pois, até então, não havia ocorrido nenhuma  exposição. Até que dois meses mais tarde Bradley Manning foi delatado e  preso. Desse momento em diante, deu-se início a uma ampla campanha de  desinformação e ataques contra WikiLeaks e Julian Assange.</p>
<p>Talvez um dos exemplos mais caricatos e evidentes dessa campanha foi o surgimento do “Wikileaks Insider” <strong>[12]</strong>.  Um suposto membro da organização que revelaria os bastidores do projeto  através do quadro de mensagens do Cryptome – um site mantido desde 1996  por John Young, que rivaliza e compete pela audiência da revelação de  informações. Entre as muitas acusações está a de que Julian Assange  deixaria Manning à sua própria sorte, “jogado aos leões”, e de que teria  gasto uma parte expressiva do dinheiro em passagens, hotéis e viagens.  Enquanto isso, a revista <em>Wired</em> anunciava que WikiLeaks estava abandonado, inativo <strong>[13]</strong>,  mas por outro lado, discordava que a organização estaria gastando além  da conta, mas, muito pelo contrário, teria gasto pouco (US$ 38.000 de  US$ 500.000). O valor foi obtido oficialmente através da Fundação Wau  Holland. Em resposta, o “WikiLeaks Insider” exigiu uma auditoria pela  fundação e repetiu as velhas acusações.</p>
<p>Além da difamação, a inteligência dos Estados Unidos procurou Julian Assange para colaborar com o caso. No <em>The Next Hope</em>,  no dia anterior à apresentação do WikiLeaks, foi relatado que agentes  perguntaram sobre a sua presença e participação. Longe dali, na Europa,  Assange comentava o projeto com Chris Anderson, editor-chefe da <em>Wired</em>,  no evento TEDGlobal, em Oxford, na Inglaterra. Quando questionado sobre  a recepção dos milhares de documentos classificados, o australiano  respondeu que teriam publicado se tivessem recebido – sem dúvida –, pois  “a informação, que as organizações gastam dinheiro para esconder, é  geralmente importante para revelar” <strong>[14]</strong>.</p>
<p>Ainda nesse evento, Julian afirmou que não há acusações válidas para  prender Bradley Manning, pois se ele for o autor do vazamento do vídeo <em>Assassinato Colateral</em>,  trata-se então de uma denúncia de um massacre de civis. Por essa razão,  diz o australiano, sua prisão no Kuwait, longe da mídia e de  representação legal, é política.</p>
<p>Já nos Estados Unidos, em resposta ao delator, foram feitas camisetas com o slogan:  ”<em>Stop Snitching</em>” (Pare de dedurar [denunciar]) <strong>[15]</strong> e recomendado o uso durante dois grandes eventos de segurança hacker   nos Estados Unidos: Defcon e BlackHat. Os eventos contam com a possível   presença de Adrian Lamo e, se depender da mesma receptividade da   comunidade hacker da <strong>HOPE</strong>, não será bem vindo.</p>
<p>Desde junho, há um coletivo de apoio a <a href="http://www.bradleymanning.org/" target="_blank">Bradley Manning</a>. Para sua defesa, o WikiLeaks pretende recolher em doações um fundo de US$ 50.000.</p>
<p><strong>VI. As perspectivas de uma história ainda sem desfecho</strong></p>
<p>Ainda é desconhecida exatamente como e a razão do início do contato  entre Manning e Lamo, pois a única versão disponível é a que o próprio  delator fabricou. Mas, em três anos de atividade, esta foi a primeira  vez que uma fonte do WikiLeaks foi exposta. E, para inverter o resultado  do plano, é preciso assegurar que a estrutura técnica não foi  comprometida, isto é, que a identidade da fonte não foi revelada por uma  falha técnica, mas sim exclusivamente por erro humano, pela confiança  num desconhecido, de um, e a delação, de outro.</p>
<p>Longe dos boatos de abandono serem verdadeiros, de volta online, WikiLeaks publicou nesse domingo, 25, o <a href="http://wardiary.wikileaks.org/" target="_blank">Diário de Guerra do Afeganistão</a> (Afghan War Diary, em inglês), um documento que compila 91.000  relatórios de cobertura desta guerra (2004-20010). Segundo o sumário  elaborado pela organização, “os relatórios, embora escritos por soldados  e oficiais da inteligência, principalmente descrevendo as ações  militares letais envolvendo militarmente os Estados Unidos, também  incluem informações de inteligência, relatórios de encontros com  personalidades políticas e os detalhes relacionados” e, como precaução  requerida pela fonte, 15.000 relatórios (do total) tiveram a publicação  adiada. Em resposta <strong>[16]</strong>, a Casa Branca condenou o  vazamento e disse que ele pode colocar em risco a segurança nacional.  Nos próximos dias, os registros da Guerra devem pautar a mídia  internacional.</p>
<p>Quanto a prisão de Bradley Manning, ainda é necessário contextualizar  que esse é mais um processo contra um informante nos Estados Unidos.  Pois, desde um discurso em novembro de 2009 em que o advogado geral das  agências de inteligência, Robert S. Litt prometeu ações contra o  vazamento de informações nos próximos meses, a administração Obama  passou a processar supostos informantes com respaldo jurídico no Ato de  Espionagem – lei de 1917 para perseguir espiões –, numa política  sistemática contra a “cultura do vazamento”.</p>
<p>“Obama mudou algumas políticas em torno da transparência para melhor,  mas os órgãos governamentais responsáveis parecem ser resistentes à  mudança. Obama está mandando mensagens contraditórias, empurrando para  mais transparência enquanto é a administração mais agressiva em 20 anos  na repressão e perseguição dos denunciantes. Ele tem feito em 18 meses o  que Bush fez em 8 anos” <strong>[17]</strong>, afirmou Julian Assange durante debate em Oxford, Inglaterra.</p>
<p>Segundo uma matéria para o jornal New York Times <strong>[18]</strong>,  a administração Obama segue uma linha dura contra os vazamentos para a  imprensa. Nesta matéria, o conservador Gabriel Schoenfeld, membro sênior  do Instituto Hudson e autor do livro “Segredos necessários: segurança  nacional, a mídia, e a regra da lei”, comenta que o “sistema é infestado  de vazamentos” e sugere que “quando você pegar alguém, você deve fazer  dele um exemplo”.</p>
<p>Diante do processo por má conduta, o acusado de vazar <em>“Assassinato Colateral”</em> pode pegar até 52 anos. Por outro lado, os militares responsáveis pelo  massacre de civis observados no citado vídeo prosseguem sem acusações.</p>
<p>Ainda segundo WikiLeaks, na Guerra do Iraque, entre 2003-2009, 139  jornalistas foram mortos durante o trabalho. Pelo menos dois deles com a  conivência dos Estados Unidos. Um assassinato colateral.</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p><strong>[1]</strong> <em>Open Government</em> é um conceito derivado de <em>open source</em> (código aberto), isto é, do público ter acesso público e irrestrito às   informações do governo. Podemos citar como referência de organizações o   Open Society Institute, de George Soros, e a Transparency  International.</p>
<p><strong>[2]</strong> A hipótese de assassinato foi mencionada por  Daniel  Allensberg, responsável pelo vazamento de documentos secretos do   Pentágono sobre a Guerra do Vietnã, em 1971.</p>
<p><strong>[3]</strong> “<em>WikiLeaks founder Julian Assange breaks cover but will avoid America</em>” &#8211; <a title="http://www.guardian.co.uk/media/2010/jun/21/wikileaks-founder-julian-assange-breaks-cover" rel="nofollow" href="http://www.guardian.co.uk/media/2010/jun/21/wikileaks-founder-julian-assange-breaks-cover">http://www.guardian.co.uk/media/2010/jun/21/wikileaks-founder-julian-assange-breaks-cover</a></p>
<p><strong>[4]</strong> <a title="http://thenexthope.org/2010/04/julian-assange-to-give-keynote-address-at-the-next-hope/" rel="nofollow" href="http://thenexthope.org/2010/04/julian-assange-to-give-keynote-address-at-the-next-hope/">http://thenexthope.org/2010/04/julian-assange-to-give-keynote-address-at-the-next-hope/</a></p>
<p><strong>[5]</strong> “<em>The strange and consequential case of Bradley Manning, Adrian Lamo and WikiLeaks</em>” <a title="http://www.salon.com/news/opinion/glenn_greenwald/2010/06/18/wikileaks/index.html" rel="nofollow" href="http://www.salon.com/news/opinion/glenn_greenwald/2010/06/18/wikileaks/index.html">http://www.salon.com/news/opinion/glenn_greenwald/2010/06/18/wikileaks/index.html</a></p>
<p><strong>[6]</strong> Sobre o vazamento da lista de doadores do WikiLeaks: <a title="http://www.securitysoftwarezone.com/wikileaks-security-gaffe-commented-by-adrian-lamo-review2046-1.html" rel="nofollow" href="http://www.securitysoftwarezone.com/wikileaks-security-gaffe-commented-by-adrian-lamo-review2046-1.html">http://www.securitysoftwarezone.com/wikileaks-security-gaffe-commented-by-adrian-lamo-review2046-1.html</a></p>
<p><strong>[7]</strong> Trata-se de uma <em>Shield Law</em> [lei escudo], a qual protege as fontes dos jornalistas de serem reveladas.</p>
<p><strong>[8]</strong> O WikiLeaks tornou público meio milhão de   mensagens de texto (SMS) interceptadas durante os ataques de 11 de   setembro em 2001, em Nova Iorque e Washington. É possível acessá-las  no   site: <a title="http://911.wikileaks.org/" rel="nofollow" href="http://911.wikileaks.org/">http://911.wikileaks.org/</a></p>
<p><strong>[9]</strong> <em>Whistle-blowers</em>: <em>whistle</em> (apito) <em>blowers</em> (assopradores); assopradores de apito, o termo deriva da prática da   polícia inglesa, de quando um oficial avista um crime, ele apita para   alertar outros policiais e cidadãos sobre o perigo.</p>
<p><strong>[10]</strong> Wiki Gaga,  <em>The Economist</em>, 10 de junho de 2010 &#8211; <a title="http://www.economist.com/node/16335810?story_id=16335810" rel="nofollow" href="http://www.economist.com/node/16335810?story_id=16335810">http://www.economist.com/node/16335810?story_id=16335810</a></p>
<p><strong>[11]</strong> “Wikileaks.org &#8211; An Online Reference to Foreign Intelligence Services, Insurgents, or Terrorist Groups?” <a title="http://wikileaks.org/wiki/U.S._Intelligence_planned_to_destroy_WikiLeaks,_18_Mar_2008" rel="nofollow" href="http://wikileaks.org/wiki/U.S._Intelligence_planned_to_destroy_WikiLeaks,_18_Mar_2008">http://wikileaks.org/wiki/U.S._Intelligence_planned_to_destroy_WikiLeaks,_18_Mar_2008</a></p>
<p><strong>[12]</strong> Todas as mensagens de “WikiLeaks insider” &#8211; <a title="http://cryptome.org/0001/wikileaks-mess.htm" rel="nofollow" href="http://cryptome.org/0001/wikileaks-mess.htm">http://cryptome.org/0001/wikileaks-mess.htm</a></p>
<p><strong>[13]</strong> Kim Zetter, 13/07/2010, “Wikileaks Cash Flows In, Drips Out” <a title="http://www.wired.com/threatlevel/2010/07/wikileaks-funding/" rel="nofollow" href="http://www.wired.com/threatlevel/2010/07/wikileaks-funding/">http://www.wired.com/threatlevel/2010/07/wikileaks-funding/</a></p>
<p><strong>[14]</strong> “<em>Surprise speaker at TEDGlobal: Julian Assange in Session 12</em>”, 16/07/2010, <a title="http://blog.ted.com/2010/07/surprise_speake.php" rel="nofollow" href="http://blog.ted.com/2010/07/surprise_speake.php">http://blog.ted.com/2010/07/surprise_speake.php</a></p>
<p><strong>[15]</strong> “<em>Stop Snitching nerds</em>” <a title="http://www.stopsnitchingnerds.blogspot.com/" rel="nofollow" href="http://www.stopsnitchingnerds.blogspot.com/">http://www.stopsnitchingnerds.blogspot.com/</a></p>
<p><strong>[16]</strong> “<em>Julian Assange of Wikileaks Surfaces in Oxford</em>”, 16/07/2010 <a title="http://blogs.forbes.com/firewall/2010/07/16/julien-assange-of-wikileaks-surfaces-in-oxford/" rel="nofollow" href="http://blogs.forbes.com/firewall/2010/07/16/julien-assange-of-wikileaks-surfaces-in-oxford/">http://blogs.forbes.com/firewall/2010/07/16/julien-assange-of-wikileaks-surfaces-in-oxford/</a></div>
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		<title>Atrações desta semana na programação</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 22:31:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Rádio Campeche]]></category>

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		<description><![CDATA[Amanhã, no &#8220;Histórias da Música&#8221; (quartas-feiras, 21h30), apresentamos informações sobre Juçara Marçal, cantora paulistana membro do grupo de pesquisa musical &#8220;A Barca&#8221;, que lançou, em parceria com Kiko Dinnucci, o impressionante e maravilhoso álbum &#8220;Padê&#8221;. Ao seu lado,a honrosa presença do grupo de ska &#8220;The Skatalites&#8221;, representantes fundamentais deste gênero musical tão imprescindível às nossas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanhã, no &#8220;Histórias da Música&#8221; (quartas-feiras, 21h30), apresentamos informações sobre Juçara Marçal, cantora paulistana membro do grupo de pesquisa musical &#8220;A Barca&#8221;, que lançou, em parceria com Kiko Dinnucci, o impressionante e maravilhoso álbum &#8220;Padê&#8221;. Ao seu lado,a honrosa presença do grupo de ska &#8220;The Skatalites&#8221;, representantes fundamentais deste gênero musical tão imprescindível às nossas vidas.</p>
<p>Na quinta, recebemos ao vivo um convidado especialíssimo: o guitarrista Jobert Narciso, em vinda relâmpago para o concerto dos músicos locais  Tatiana Cobbett e Marcoliva (<span><cite><a title="bla" href="bla">www.myspace.com/<strong>benditacompanhia</strong></a></cite></span>) que acontecerá na sexta. A partir das 20 hs, um pouco antes do &#8220;Agenda Sul&#8221;, o intrépido Glauco Marques capitaneará entrevista sobre o trabalho deste músico.</p>
<p>Por fim, na próxima edição do &#8220;Campo de Peixe&#8221; estará presente o maricultor Rui Wolff, para falar um pouco dos trágicos prognósticos para a maricultura da grande Florianópolis, caso se implante o estaleiro OSX em Biguaçu.</p>
<p>Imperdível! Sintonize e divulgue!</p>
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