Este panfelto de Cordel foi deixado na rádio Campeche logo após a caminhada ocorrida no dia 7 de junho, que teve como objetivo lutar contra o plano diretor autoritário da prefeitura, o projeto de saneamento autoritário da Casan e seu emissáriosubmarino-monstro e também para pressionar pelo Parque Cultural do Campeche, o PACUCA. Vale a pena socializar, pois é uma maneira diferente de trazer a crítica à atual política que assola o Campeche.

Antes do texto, vale lembrar o calendário de reuniões do núcleo gestor do Plano Diretor aqui no Campeche:

MÊS JULHO/2010             = 12 – 26
MÊS AGÔSTO/2010         = 09 – 23
MÊS SETEMBRO/2010    = 08/QUA. – 20
MÊS OUTUBRO/2010      = 04 -18
MÊS NOVEMBRO/2010  = 08 – 22
MÊS DEZEMBRO/2010   = 13

A autora do cordel é a Maria de Souza Lima:

Plano Diretor

Um panfleto acordelado

Pra você ficar por dentro

Deixe a novela de lado

Segunda eu te apresento

Na Brigadeiro instalado

Está nosso movimento

É o Plano Diretor

Que a gente discute lá

Passe lá, dê um alô

Ensine o homem a andar

Linha que o povo traçar

Dário não pode mudar

Estou aqui de passagem

Mas não sou indiferente

Aqui, em qualquer viagem

Não quero o Brasil doente

Turismo não tem vantagem

Se agride o ambiente

Toda cidade decente

Tem seu Plano Diretor

Que respeita o ambiente

E o que a gente opinou

O prefeito inteligente

Será um simples gestor

Sai daqui, mega-empresário

Que tu tens o olho vesgo

Não preciso de falsário

E nem quero sub-emprego

Vamos defender o salário

E também nosso sossego

Temos nossos assessores

Nós podemos governar

Já temos nossas dores

Não venham atrapalhar

Nós somos trabalhadores

Aqui é nosso lugar

A Lagoa do peri

Pra 140 mil

Cidade vai explodir

Sem água no meu cantil

E muita gente vai vir

É mais pólvora no barril

Esgoto dentro do mar

Quem já fez, viu que não presta

Prometem que vão tratar

Você acredita nesta?

Mais mentiras vão falar

Eu não vou nessa conversa

E aqui nesta cidade

Veja o sistema viário

É um plano de maldade

O caminho do calvário

Quremos mobilidade

Está tudo ao contrário

E cadê a ciclovia?

Pé do morro do lampião,

A restinga, que agonia!

Vai baixar mais avião?

Pois na ilha da magia

Vai ter muita confusão

Tem DromeDário dizendo:

“Quem protesta, é de fora”

Mega-empresário querendo

Se aproveitar da hora

Os movimentos estão vendo

Que tudo, tudo piora!

Tu inda vais confiar

Nessas Aves de Rapina?

Shopping no mangue, há, há!

Teu passado te incrimina!

E só vai trabalhar lá

Se for bonita a menina

Tanto “Templo de Consumo”

Para adorar o Deus Dinheiro

No cachimbo eu já fumo

Eu tenho pouco janeiro

Progresso é falta de rumo?

Mas quem agrediu primeiro?

Quero é parque para brincar

sou criança, sou arteira

Quero ver pipa no ar

Uma escola de primeira

Ficha limpa! Vamos lá!

Não quro fazer besteira

Quem disse que prédio alto

É vantagem, é progresso?

Nós não queremos asfalto

Nem hotel de luxo eu peço

Prefeito já fez assalto

E eu já fiz o meu verso.

Floripa, 7 de junho 2010.

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email
  • MySpace
  • PDF
  • Twitter
  • LinkedIn
  • RSS